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Sandoval Alves Rocha

450 mil mortes: uma tragédia evitável

28 de maio de 2021 Sandoval Alves Rocha
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O Brasil ultrapassou a triste marca das 450 mil mortes causadas pela Covid-19. A primeira morte ocorreu em 12 de março de 2020, em São Paulo. Tratava-se de uma mulher de 57 anos, que fora internada em um Hospital Municipal na Zona Leste da cidade, um dia antes do seu falecimento. A primeira vítima fatal do Amazonas ocorreu no dia 24 de março de 2020. Era um homem de 49 anos, que morava em Parintins e morreu no Hospital Delphina Aziz, em Manaus, após três dias de internado.

Esta contagem coloca o Brasil como o segundo país mais afetado por casos de mortes, perdendo somente para os Estados Unidos da América, onde já morreram mais de 590 mil pessoas vitimadas pela Covid-19.  A Índia é o terceiro país com mais mortes no mundo, ultrapassando as 310 mil mortes causadas pela doença.

Este cálculo fica mais dramático quando sabemos que o Brasil possui uma população de pouco mais de 210 milhões de habitantes, enquanto os EUA têm 328 milhões de pessoas e a Índia possui 1,366 bilhão de nativos. Isso significa que, proporcionalmente, a devastação causada pela Covid-19 no Brasil ultrapassa o estrago produzido pela doença nestes dois países.

O Brasil é responsável por 60% de todas as mortes por Covid-19 de toda a América de Sul. O país já ultrapassou em 5 vezes o número de mortes da Colômbia e em 6 vezes o da Argentina. O total de vítimas do Brasil supera o restante do continente, que chega a 310 mil mortes.  Tais mortes afetam principalmente as populações mais vulneráveis, pois estas apresentam menores possibilidades de tratamento por viverem em situações mais precárias de vida.

A atuação do governo federal do Brasil tem sido irresponsável ao longo de toda a pandemia. Informações conhecidas por todos e investigações realizadas pela CPI da Covid-19 mostram que o Presidente da República atuou inadequadamente diante desta tragédia, optando por embates ideológicos e pela negação da gravidade do problema. Diante da seriedade da situação, o chefe do governo ainda se aventurou a receitar (sem ser médico) o uso de medicamentos sem eficácia comprovada como forma de curar a doença.

Com estas atitudes, anunciava-se uma tragédia, mas não se contentando com isso, o Presidente incentivou a aglomeração pública, criticou medidas de combate ao coronavirus, como o isolamento social e a quarentena, além de recriminar governadores que estabelecessem medidas restritivas para diminuir a circulação do vírus causador da doença. O resultado não poderia ser outro: a banalização da morte.

Tais políticas pró-morte não representam casos isolados do governo federal e em algumas administrações estaduais. São iniciativas normalmente praticadas no trato com as questões ambientais, sociais e econômicas. Lidamos com um governo que busca continuamente afrouxar as leis ambientais, abolir os direitos sociais e implantar uma política econômica que vem sendo chamada de “economia da morte”.

A devastação provocada pela Covid-19 poderia ser evitada. Era preciso, porém, exigir responsabilidade do Presidente da República, espírito cívico do Poder Legislativo, coerência do Poder Judiciário e cidadania ativa do povo brasileiro.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Covid-19, Hospital Delphina Aziz, mortes por covid-19, novo coronavirus
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