Profissão: legislar ou locupletar-se

Na Inglaterra, uma informação errada levou à demissão da ministra do Interior. Amber Rudd renunciou ao cargo depois de dar informações ao Parlamento desmentidas pela imprensa.

O erro, imperdoável para os britânicos, aconteceu durante o depoimento a uma comissão de parlamentares, na semana passada. A ministra do Interior negou que o governo tivesse metas para deportar imigrantes ilegais, mas, depois, a imprensa britânica divulgou um documento que comprovava a existência dessas metas.

O caso serve para fazermos um paralelo com a situação brasileira, em que políticos são flagrados na prática do ilícito, locupletam-se à custa de dinheiro público e graciosamente continuam em seus cargos. Deveriam eles ter a hombridade da Ministra britânica, mas preferem o escárnio que impera na política brasileira e enoja diariamente a todos nós. No Brasil, um número expressivo de políticos especializou-se na arte de locupletar-se de forma explícita, do dinheiro que deveria ser gasto na melhoria da vida do cidadão. O que se chama de imposto neste País, na verdade, é o mais puro confisco. Este ano, teremos eleições para presidente, governador, deputado estadual, deputado federal e senador e este pleito será pago com o dinheiro confiscado de todos nós. O Tesouro Nacional vai doar aos políticos, para despesas de campanha, 1,7 bilhão de reais, que irá somar-se ao imoral Fundo Partidário. Esse valor não cairá do céu e será tirado do dinheiro de impostos pagos com o nosso trabalho para financiar o político que, provavelmente, não cumprirá suas funções. Dessa forma, ao financiar a política que nos manda para o buraco diariamente, deixa-se de ter melhor educação, segurança e saúde. De acordo com a Revista Veja desta semana, foram desviados 500 milhões de reais das áreas da saúde e educação para o cofre desses políticos.

A infraestrutura do País sofre com o abandono, as estradas são precárias e o Amazonas continua isolado do resto do Brasil. Para isso, não há dinheiro, mas há dinheiro para o político oportunista, que consegue ser candidato. Quem paga essa imoralidade é você! Benefícios retirados de todos que poderiam viver num País decente.

Por aqui, a “banda” não toca diferente. Poderíamos citar milhares de exemplos, porém, por enquanto, vamos ater-nos a somente um: as obras paralisadas da Cidade Universitária em Iranbuba, projeto lançado pelo Governo do Estado em 2012 com os serviços iniciados em 2014. No local, somente são encontradas as estruturas construídas abandonadas e material deteriorado. É lamentável ver nosso dinheiro apodrecendo. Quantas crianças morreram nos hospitais do Amazonas por falta de investimento na saúde, que, com certeza, devem ter sido desviados. A sorte desses políticos que desviam dinheiro público é o perfil pacífico dos cidadãos, caso contrário, já teríamos derrubado a “nossa bastilha”.

Os políticos escondem-se embaixo do indecoroso foro privilegiado, mas esse escárnio sofrerá algumas modificações no Supremo Tribunal Federal, visto que a proposta para limitar o alcance do foro privilegiado já conta com a aceitação de dez ministros da Corte. Políticos não são deuses, como alguns se veem. Essa sensação de impunidade que norteia a classe deve diminuir em pouco tempo, caso contrário, a intolerância política tenderá a aumentar.

Este ano, teremos a oportunidade de não eleger a quem não cumpriu seu papel público, pela única arma que temos: O VOTO. Façamos valer esse direito, que tem poder de vida e de morte. Sejamos o fio da mudança de que este País tanto precisa e por que anseia. Nossos filhos merecem que enfrentemos este monstro, a política podre, que rouba nossas vidas todos os dias. Estejamos atentos sempre!

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