Prefeito de Manacapuru faz processo seletivo, mas não chama aprovados

Processo seletivo Manacapuru protesto

Selecionados cobram contratação prometida pela Prefeitura de Manacapuru (Foto: Divulgação)

Da Redação, com informações de Sóstenes Júnior, freelancer

MANACAPURU – Um processo seletivo para contratação imediata de 821 servidores, realizado em junho deste ano pela Prefeitura de Manacapuru, se tornou uma “dor de cabeça” para os classificados. Nesta segunda-feira, um grupo de pessoas foi à Câmara Municipal para reivindicar o direito de ser admitido no serviço público temporário.

Ele reclamam que ficaram nas primeiras colocações e até agora não foram chamados. Também denunciaram aos vereadores que outras pessoas estão sendo nomeadas para cargos que deveriam ser preenchidas por quem foi aprovado no processo seletivo.

No dia 4 de setembro, o Ministério Público do Estado do Amazonas determinou que a prefeitura fizesse uma reavaliação dos candidatos porque chegou ao MP uma série de informações de suspeitas de irregularidades no processo seletivo. A comissão de avaliação foi substituída, mas o prazo de 30 dias determinado pelo MP para reavaliação venceu dia 4 de outubro.

O vereador Júnior de Paula (PSC), do grupo de apoio ao prefeito Beto Dangelo (Pros), defendeu o gestor e disse que as provas e documentação ainda estão sendo avaliados. Questionado sobre a contração de pessoas que sequer participaram do processo seletivo, Junior de Paula disse que desconhece a informação e desconfia que se trata de boatos.

A reportagem do ATUAL em Manacapuru procurou os promotores do MP que assinaram a recomendação, mas nenhum deles estava na cidade nesta segunda-feira. Assinaram o documento o promotor Vitor Fonseca e as promotoras Aurely Freitas e Sarah Clarissa Leão.

Pelo documento encaminhado à Prefeitura de Manacapuru, o prefeito tinha 30 dias para apresentar uma nova lista de aprovados ou a lista já divulgada, caso não fosse detectada irregularidade no processo. Os promotores exigiram a reavaliação da documentação de candidatos para análise curricular e de títulos, para a correção de eventuais erros.

O MP-AM também quer a reavaliação da aprovação de candidatos com nota inferior a cinco (5,0) na prova objetiva. A prefeitura também deverá apresentar e divulgar tabela de pontuação de análise e avaliação de currículo e de títulos e divulgar os critérios de desempate efetivamente utilizados para a classificação final.

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