PF interrogou Melo sobre encontro com Egberto Baptista, Zé Lopes e Mouhamad

Ex-governador José Melo foi preso no dia 21 de dezembro de 2017 na Operação Estado de Emergência (Foto: Reprodução)

Por Lúcio Pinheiro, da Redação

MANAUS – Uma das perguntas da Polícia Federal feitas ao ex-governador José Melo, durante interrogatório no dia 21 de dezembro de 2017, na Operação Estado de Emergência, foi sobre um encontro com o empresário Mouhamad Moustafa, o marqueteiro Egberto Baptista e o empresário José Lopes, conhecido no meio político como Zé Lopes.

O encontro, segundo mensagem colhida pela polícia no celular de Mouhamad, aconteceu no dia 5 de dezembro de 2014, depois da reeleição do governador Melo. Na conversa por mensagens com a advogada Priscila Marcolino, o empresário diz que tinha acabado de sair da casa do ex-governador, onde tinha tratado de um desentendimento com o ex-secretário Wilson Alecrim.

Mouhamad diz que “estava com o professor, Egberto e Zé Lopes”. Ao ser indago pela Polícia Federal, Melo negou o encontro. Segundo o ex-governador, ele só teve contato pessoal com o médico uma vez. Na ocasião, Mouhamad estava embarcando um empresário de Manaus, seu paciente, para São Paulo, disse Melo.

Egberto Baptista, conhecido como “mago” da publicidade pela participação em campanhas eleitorais, entre elas a de Melo, dava as cartas na administração do ex-governador como conselheiro dos secretários ou do próprio chefe do Executivo.

Zé Lopes é conhecido por financiar campanhas eleitorais no Amazonas e, em troca, ganhar influência em importantes pastas do governo, como a Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda).

Melo está preso desde dezembro de 2017. No dia 5 de fevereiro, ele foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por organização criminosa e obstrução da Justiça. O ex-governador é acusado de se beneficiar de esquema de corrupção liderado por Mouhamad que desviou R$ 110 milhões do setor da saúde. A defesa diz que o cliente é inocente.

O ex-secretário de Fazenda, Afonso Lobo, também está preso. Ele também é acusado pelo MPF de receber benefícios e propina de Mouhamad. Foi denunciado no dia 5 de fevereiro por organização criminosa. Lobo foi preso na Operação Custo Político, desdobramento da Operação Maus Caminhos. A defesa diz que o cliente é inocente.

Reprodução de trecho da conversa de Mouhamad falando sobre o encontro na casa de Melo:

A íntegra do interrogatório de Melo:

 

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