Marcelo Ramos questiona números de pesquisas e isenção de institutos

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O candidato do PSB, Marcelo Ramos, aparece com 4% das intenções de voto na pesquisa Action/A Critica, o melhor resultado na campanha (Foto: Valmir Lima)

MANAUS – O candidato do PSB ao Governo do Amazonas, Marcelo Serafim, contestou os números das pesquisas eleitorais realizadas no Estado e afirmou que quem trabalha para candidato não tem isenção para realizar pesquisa de intenção de voto. Marcelo afirma que os números que mostram-no com baixa preferência do eleitorado (entre 3% e 4%) não refletem o apoio que ele tem recebido nas ruas depois dos debates entre os candidatos na televisão.

Ramos se manifestou sobre as pesquisas pelo Facebook e depois em entrevista ao ATUAL. Na rede social ele critica os ataques que diz estar sofrendo de blogues, segundo, ele financiados por candidatos e os institutos de pesquisa que também estão a serviço dos que lideram as sondagens de intenção de voto. “Somos submetidos a ataques de blogs financiados por Braga e Melo e os institutos de pesquisa, a serviços deles, insistem em ignorar o nosso crescimento. Enquanto isso, no mundo real, recebemos inúmeras manifestações de votos por onde andamos, ainda sim, os institutos de pesquisas dizem que nada crescemos após os debates”, escreveu.

Ramos afirma que essa tática tem sido usada em todas as eleições pelo grupo que agora se dividiu com Braga e Melo. “É a mesma tática de sempre. Em 2010, o mesmo Ibope, de maneira venal, publicou no dia 13.09 pesquisa dando 2% para o candidato Hissa [Abrahão] e, quando as urnas se abriram, ele teve quase 10%.”

A manifestação de Ramos ocorreu depois da publicação da pesquisa Ibope encomendada pela TV Amazonas, e que o mostrava com 3% das intenções de voto. Depois do post, saiu, na tarde deste sábado, a pesquisa da Action encomendada pelo jornal A Crítica e Ramos tem 4%.

Questionado sobre a nova pesquisa e se ela estava incluída também na crítica que fazia sobre os números, Ramos respondeu: “Eu não posso comentar a pesquisa do jornal A Crítica porque não posso levar a sério um instituto que trabalha para o candidato Eduardo Braga e não pode publicar números que desagradem o patrão. A única coisa que tenho a dizer é que instituto que trabalha pra candidato não tem isenção pra publicar pesquisa.”

Ramos lembrou, além do caso do candidato Hissa Abrahão, em 2010, o da eleição entre Arthur Virgílio Neto e Vanessa Grazziotin, na eleição para prefeito de Manaus, em 2012.  “O Ibope deu Vanessa e Arthur empatados. Ele teve o dobro de votos dela.” “Eles fazem isso toda eleição. São inimigos da democracia”, disse, referindo-se aos candidatos.

Segundo o candidato do PSB, “essa jogada” das pesquisas eleitorais serve ao interesse de Braga e Melo. “O primeiro porque quer passar a ideia de ganhar no primeiro turno e o segundo porque não quer que a população perceba que ele não pode derrubar o Braga no segundo turno, mas que eu posso.”, disse.

Outro lado

O presidente da Action Pesquisas de Mercado, Afrânio Soares, considerou “uma bobagem” a reclamação de Marcelo Ramos e defendeu o trabalho realizado pela empresa. “A minha pesquisa é a única que posso sustentar, não falo pelos outros institutos, mas desafio qualquer um a provar que os números não são o retrato do pensamento do eleitorado”, disse. Soares também faz uma provocação: “O Marcelo Ramos acredita na pesquisa do Maskate?”. Nessa pesquisa, Ramos aparece com 12% das intenções de voto e empata com Braga no segundo turno.

Afrânio Soares também afirma que Marcelo Ramos não consegue enxergar nem os números que lhe são favoráveis. “Na pesquisa divulgada pelo jornal A Crítica, ele passou de 3% para 6% em Manaus. Um crescimento de 100% depois dos debates, mas ele não consegue enxergar nada além do que ele quer exeergar”, disse.

Sobre a acusação de que trabalha para o candidato Eduardo Braga, Soares diz que não é só para ele que fez trabalhos. “Eu fiz trabalhos para todos os candidatos, inclusive para o Marcelo Ramos”.

 

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