Machismo e censura contra vereadora Joana D’Arc na Câmara Municipal de Manaus

SÃO PAULO – Os ataques que a vereadora Joana D’Arc sofre na câmara dos vereadores em Manaus não é mais nenhuma novidade. Desde que joana assumiu seu posto de vereadora seus colegas não sossegaram mais, com discursos que representa a minoria desde sua luta pelos animais até a luta pelo direito das pessoas que vivem à margem da sociedade, Joana conquistou a simpatia de muitos mas também inimigos bastante engajados.

Na última segunda-feira a vereadora Joana D’Arc que é do PR teve a palavra interrompida durante discursos na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ela teve o microfone cortado e, no decorrer da discussão dos requerimentos de sua autoria, também foi chamada de mentirosa pelo vereador Felipe Souza (PHS) que estava no comando da mesa diretora da Casa.

Há quem diga que é exagero da parte de quem critica tais atos mas não precisamos pensar muito para entender que a sociedade em que vivemos está mais do que nunca intolerante. Nós mulheres enfrentamos diariamente o machismo ora escrachado ora em forma de detalhes, na câmara dos vereadores não poderia ser diferente.

O que parece é que se a mulher não “dançar de acordo” com o baile deles, vai ter que automaticamente enfrentar uma avalanche de obstáculos criados por eles mesmos para quem sabe assim voltarem a sentir-sem donos da situação.

Para mulheres como Joana eu desejo ainda mais força, mais pronunciamentos, posicionamentos e verdade. Que as nossas vozes não sejam caladas, a luta da mulher pela igualdade e principalmente pelo respeito dentro de uma sociedade machista é constante.

1 Comentário on "Machismo e censura contra vereadora Joana D’Arc na Câmara Municipal de Manaus"

  1. Maria Eugênia Fernandes Moura | 25 de Abril de 2018 de 13:30 | Responder

    Acho justa e válida a defesa da causa em defesa das mulheres.

    Mas às vezes algumas de vocês exageram.

    Às vezes algumas de vocês fazem de uma situação pontual como sendo um padrão.

    Fica a impressão, no texto, de que o comportamento machista é padrão na CMM — o que eu lhe garanto que não é.

    Como você pode dizer que “na câmara dos vereadores não poderia ser diferente” (tal comportamento machista e preconceituoso)?

    Você já foi à CMM? Já trabalhou lá? Já teve alguma experiência machista por lá? Duvido.

    Voce escreve sobre algo que muito provavelmente não presenciou e muito provavelmente não buscou averiguar as versões (no mínimo duas) acerca do ocorrido.

    Você escreve sobre algo que muito provavelmente apenas leu em outro lugar, ou talvez leu ou ouviu apenas um dos lados.

    Portanto, parece-me um tanto imprudente e irresponsável você dar a entender que uma situação específica entre a vereadora e o vereador em questão é o modo como acontecem as coisas na CMM.

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