Criança que contraiu raiva humana recebe tratamento experimental em Manaus

Vacinação será reforçada em humanos para prevenir contra a raiva transmitida por morcegos (Foto: DRT/RJ/Divulgação)

Vacinação contra a raiva transmitida foi aplicada nos moradores de comunidade de Barcelos, onde mora a criança diagnósticada com raiva humana (Foto: DRT/RJ/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – Uma das crianças diagnosticada com raiva humana recebe tratamento experimental orientado por um profissional de referência dos Estados Unidos, informou o diretor-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas), Bernardino Albuquerque.

Desde que foi internado, o paciente é submetido ao protocolo de Milwaukee, indicado pelo MS (Ministério da Saúde), com uso dos medicamentos Biopterina e Amantadina.

A equipe da FMT (Fundação de Medicina Tropical), onde o paciente está internado, recebe a assessoria clínica do Dr. Rodney Willoughby, de Milwaukee (EUA), referência internacional em Raiva Humana.

O protocolo foi criado por Rodney, baseando-se no tratamento bem sucedido de Jeanna Giese, uma adolescente de Wisconsin, foi a primeira de três pacientes no mundo que sobreviveram à raiva.

Casos no Amazonas

Três irmãos residentes na comunidade de Tapira, próximo a Barcelos (399 quilômetros de distância de Manaus), foram diagnosticados com raiva. Dois morreram (um menino e uma menina). O terceiro irmão, de 14 anos, está internado, com quadro estável e já respira sem ajuda de aparelhos.

Para a prevenção contra a doença, Bernardino disse que mais de 500 pessoas residentes na comunidade onde foram registrados os três casos receberam vacinações contra a doença.

De acordo com o diretor-presidente da FVS, desde 2012 não havia registro de nenhuma ocorrência de raiva humana no Amazonas, tudo devido ao trabalho intensivo feito com os municípios no que diz respeito à vacinação de animais domésticos.

“Na primeira escala de transmissão, os cães e gatos estão em evidências, sendo os mais importantes. Esse trabalho nos deixou em um período de 15 anos sem ter raiva”, disse o diretor-presidente da FVS.

Bernardino explica que em Barcelos a ocorrência de transmissão de raiva foi um caso pontual, dentro de uma área rural, distante da sede do município e que não foi transmitida por um animal doméstico, mas por morcegos.

“Já existe registro dentro da literatura da possibilidade de transmissão por morcegos. Os casos registrados vieram para Manaus. Desses, ocorreu dois óbitos e o terceiro caso encontra-se internado e apresentando uma resposta positiva ao tratamento”, explicou o diretor da FVS.

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