

Por Teófilo Benarrós de Mesquita, especial para o Atual
MANAUS – Wilson Lima (União Brasil) é o primeiro ex-governador do Amazonas candidato ao Senado Federal que não se elege desde a redemocratização no Brasil, a partir de 1985. Wilson renunciou ao cargo de govenador do estado no final do período de desencompatibilização, em 4 de abril deste ano. Na eleição, terminou a disputa em 4º lugar, com 456.854 votos, equivalente a 11,89%, considerada uma votação abaixo das expectativas.
Anteriormente, Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz haviam renunciado ao cargo de governador para disputa de vaga ao Senado Federal. Todos se elegeram.
Histórico
Eleito para o governo em 1986, Amazonino ficou no cargo de 15 de março de 1987 a 2 de abril de 1990, quando se desencompatibilizou para a disputa do Senado. Vivaldo Frota assumiu o governo e completou o mandato, até 15 de março de 1991.
Amazonino conquistou a única vaga em disputa, na eleição de 1990, com 63,36% dos votos – em números absolutos, 338.631. A segunda colocada foi Marilene Prado, à época do PT (Partido dos Trabalhadores), com 109.376 votos (20,46%).
Amazonino voltou a ser eleito governador para o período de 1995 a 1998. Em seguida, com o advento da reeleição, conquistou novo mandato, de 1999 a 2002 e o cumpriu integralmente.
Eduardo Braga também foi eleito para dois mandatos governamentais consecutivos, antes de chegar ao Senado. O primeiro, de 2002 a 2026, foi cumprido até o final. Reeleito, renunciou ao segundo mandato dentro do prazo legal, em 31 de março de 2010.
Na eleição de 2010, conquistou a primeira vaga para o Senado, com 42,09% dos votos, exatamente 1.236.970. A segunda vaga ficou com Vanessa Grazziotin, com 671.677 votos (22,85%), vencendo a disputa contra Arthur Virgílio Neto, que obteve 644.340 votos (21,92%) e ficou em terceiro lugar.
Quando deixou o governo, Eduardo Braga passou o cargo para Omar Aziz, completar o mandato. Depois, Omar foi reeleito para o período entre 2011 a 2014 e deixou o cargo em 4 de abril para a disputa do Senado.
Foi eleito com 933.996 votos (58,51%), superando Francisco Praciano (PT), que ficou em segundo lugar com 549.748 (34,44%).
Os próximos três governadores, de 2017 a 2019, José Melo (que herdou a vaga de Omar e acabou cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral), David Almeida (interino, por sua condição de presidente da Assembleia Legislativa) e Amazonino Mendes (vencedor das eleições suplementares, para complemento do mandato), não disputaram eleição para o Senado.
Na eleição de 2026, além de Wilson Lima, o ex-vice-governador Tadeu de Souza (Progressista) também não alcançou êxito. Ele foi candidato a deputado federal e obteve 62.903 votos e será diplomado como primeiro suplente da Federação União Progressita, que elegeu Fausto Júnior e Joana Darc, ambos do União Brasil.
