
Do ATUAL
MANAUS — O vigilante Raymison Machado Costa Barroso, de 40 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (6) suspeito de tentar matar uma travesti de 37 anos, no bairro Japiim, na zona sul de Manaus, após uma desavença pelo pagamento de um programa sexual em Manaus. O crime ocorreu no dia 21 de junho. A vítima, atingida por um disparo no peito, está internada na UTI do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona leste da cidade. Ele estava sendo procurado pela Polícia Civil do Amazonas.
Segundo o delegado Guilherme Antoniazzi, o suspeito havia combinado um programa sexual com a vítima. Após se encontrarem, os dois seguiram para o interior de um veículo, onde surgiu uma desavença relacionada ao pagamento. Em seguida, foram para uma rua pouco movimentada do bairro Japiim, onde o vigilante baleou a vítima.
Mesmo ferida, ela foi retirada do carro e abandonada na rua pelo suspeito, que fugiu sem prestar socorro e sem comunicar o caso à polícia ou à empresa de segurança onde trabalhava. Apesar da gravidade do ferimento, a vítima conseguiu caminhar até uma residência próxima, onde moradores a socorreram e a levaram para atendimento médico.
“Eles tiveram uma discussão porque o investigado se recusou a efetuar o pagamento previamente combinado.”, disse o delegado. “A vítima relatou que, no dia do crime, trabalhava como profissional do sexo em uma avenida da zona sul da capital, quando foi abordada pelo investigado, que ofereceu um pagamento em troca do programa.”, acrescentou.
As diligências começaram após uma denúncia anônima sobre a tentativa de homicídio. A partir da identificação do veículo usado no crime, a polícia constatou que o carro pertencia a uma empresa de segurança, que colaborou com as investigações e ajudou a apontar o vigilante como principal suspeito.
Com as provas reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, deferida pela Justiça. Ele foi preso em sua casa, no bairro Terra Nova, e levado ao 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
De acordo com o delegado, há fortes indícios de que a arma usada no disparo pertence à empresa de segurança, que a entregou espontaneamente à polícia. O armamento foi encaminhado para perícia.
