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Esporte

Venda do mando de campo no Brasileirão opõe Flamengo aos grandes de São Paulo

28 de fevereiro de 2020 Esporte
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(Foto: Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians)
Corinthians e Palmeiras são contra venda de mando de campo (Foto: Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians)

Por Leo Burlá e Rodrigo Mattos, do UOL/Folhapress

RIO DE JANEIRO-RJ – Principal debate entre clubes para o regulamento da Série A do Campeonato Brasileiro de 2020, a venda do mando de campo colocou em lados opostos o Flamengo e os quatro grandes clubes de São Paulo.

Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo votaram em bloco para vetar a possibilidade de venda, enquanto o clube carioca tentou mantê-la intacta como na regra de 2019. Houve até um embate verbal entre o presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, e seu par palmeirense, Maurício Galiotte.

Ao final, venceu a proposta de vetar as vendas de mando de campo em sua totalidade, proposta feita pela CBF. Mas, antes disso, houve articulações dos dois lados, inclusive com uma proposta intermediária de limitação de votos. Tanto que o placar ficou dividido em três blocos.

Primeiro, foi a CBF quem deu a ideia de proibir a venda dos mandos em todo o Brasileiro, e não só nas cinco rodadas finais como em 2019. O Flamengo se opôs com um discurso de Landim, que defendia o direito de venda como meio de atender sua torcida pelo país.

O Palmeiras, então, propôs uma fórmula alternativa pela qual haveria um limite de uma venda por time visitante e de cinco por mandante. Ou seja, uma equipe só poderia jogar fora da casa do mandante uma vez no Brasileiro. E foram colocadas em votação as três fórmulas: manter as vendas, vetar ou limitar.

O Flamengo teve apoio do Grêmio, do Atlético-GO e Internacional. No final, essa ideia teve sete votos para manter tudo como estava. Enquanto isso, a proposta alternativa com limitação de vendas teve quatro votos, incluindo Fluminense e Vasco.

A questão é que, pela ordem alfabética, os três paulistas votavam mais para final em sequência. Então, o Palmeiras votou pelo veto total, abandonando sua proposta inicial. Foram nove votos para o veto à venda de mandos, incluindo também o Athletico-PR, Coritiba, Bahia, Red Bull Bragantino e Sport – venceram.

Ao final, Landim deixou claro sua contrariedade com uma alfinetada, insinuando que o alvo da medida foi o Flamengo, clube com mais jogos como visitante e com torcida a favor no Brasileiro 2019. “Cada clube deveria ter o direito de mandar o seu jogo em qualquer lugar. Sou contra porque aí seria tutelar. Mas é compreensível, não é? Vocês entenderam o porquê”, afirmou o presidente flamenguista.

Galiotte, do Palmeiras, admitiu que em determinado momento da reunião houve um antagonismo com o Flamengo, cada um defendendo sua posição em uma discussão. “É pelo equilíbrio do campeonato”, defendeu ele, em discurso similar ao do presidente santista, José Carlos Peres.

O presidente corintiano, Andrés Sanchez, negou que tenha sido uma questão de represália ao Flamengo, mas uma medida em favor do campeonato.

A CBF se mostrou satisfeita com o resultado final da votação. Certo é que o Conselho Técnico pareceu um ensaio do que será a disputa do campeonato.

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Assuntos Brasileirão, Corinthians, Flamengo, mando de campo, Palmeiras
Cleber Oliveira 28 de fevereiro de 2020
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