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>Dia a Dia

Valor pago a 17 empresas médicas equivale a dois meses e meio de salário dos 21 mil servidores da Susam

18 de julho de 2019 >Dia a Dia
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Empresas médicas pressional Sefaz por pagamento
Na última quinta-feira, 11, representantes de empresas médicas foram à Sefaz pressionar por pagamento (Foto: Secom/Divulgação)
Da Redação

MANAUS – Neste ano, o Governo do Amazonas já pagou, em apenas quatro meses, R$ 203,8 milhões as 17 empresas médicas que atuam na rede estadual, valor atualizado nesta quarta-feira, 17, com base no Portal da Transparência. O montante é equivalente ao salário de dois meses e meio dos 21.234 servidores da própria Secretaria de Saúde (Susam), cuja folha mensal é R$ 85,3 milhões.

Somente duas empresas médicas, o Icea (Instituto de Cirurgia do Amazonas) e o Igoam (Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas) receberam, de janeiro a abril, R$ 46,5 milhões. As duas empresas têm 404 médicos, informam os institutos em seus sites: Igoam e Icea.

O Icea tem 170 médicos e recebeu, nos quatro primeiros meses, R$ 25,1 milhões. Já ao Igoam, que conta com 234 médicos associados, segundo o site da empresa, o Estado pagou R$ 21,4 milhões apenas de janeiro a abril.

O Icea foi fundado em 1994, como cooperativa, com quem o Estado terceirizou o serviço de cirurgias. O Igoam, segundo o site do Instituto, também foi criado em 1994. mas foi em 2002 que firmou o primeiro contrato com o Governo, para atuar na Maternidade Nazira Daou, à época recém inaugurada.

Apesar de receber esse montante, as empresas reclamam que não estão recebendo como combinado com o governo e ameaçam paralisar as atividades por falta de pagamento. Foi o que fez a Socceam – Cirurgia Cardiovascular do Amazonas. No dia 26 de junho, a empresa enviou um documento ao secretário da Susam, Rodrigo Tobias, cobrando o pagamento de dois meses de 2017, um mês de 2018 e os meses de abril e maio de 2019.

Na semana passada, a Susam informou que realizou o pagamento de abril a todas as empresas médicas e que o mês de maio ainda estava sendo processado, mas dentro do prazo de 45 dias, estabelecidos por lei.

Nesta quarta-feira, 16, as empresas médicas convocou uma entrevista coletiva para ” comunicar e dividir com a população do Estado, a preocupação de todos que trabalham e vivenciam diuturnamente as dificuldades na assistência aos pacientes bem como os prováveis acontecimentos trágicos que poderão ocorrer na área da saúde”, dizia o comunicado.

A entrevista foi cancelada e remarcada para esta quinta-feira, 17, às 16h. O ponto principal, no entanto, são os “atrasos sistemáticos de pagamentos o que pode resultar em mortes de adultos e crianças devido ao caos que se instalou na saúde”, diz a convocatória aos meios de comunicação.

Os representantes das empresa médicas falarão, ainda, de “possível suspensão de determinados serviços prestados pela categoria, com a decisão de alguns profissionais que estão manifestando interesse em deixar o Amazonas”.

Fonte: Portal da Transparência
Pente fino

A Susam informa que desde o início do ano, o governo vem organizando a área da saúde, com a contratualização e revisão dos serviços terceirizados. Em janeiro deste ano, dos 1.500 serviços fornecidos por empresas, 1.000 eram pagos de forma indenizatória, ou seja, sem contrato, com pagamentos feitos a partir do reconhecimento de dívidas.

Paralelo ao processo de contratualização, o governo também vem realizando auditorias, com o objetivo de cortar desperdícios.

Nos pagamentos mensais, a fiscalização mais criteriosa tem identificado inconsistências entre serviços apresentados por empresas médicas e os de fato prestados à população.

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Assuntos icea, Igoam, Susam
Valmir Lima 18 de julho de 2019
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2 Comments
  • Valdenor Marreiro dos Santos disse:
    18 de julho de 2019 às 19:26

    Olha a “farra” que a SUSAM faz com os médicos: valor hora pago a médico especialista: R$123,95. Para médico A: R$115,64 E para médico obstetra (IGOAM) R$106,41.
    Desafio a qualquer um me contestar, com dados, estes valores.

    Responder
  • Edwin Bustamante disse:
    18 de julho de 2019 às 19:59

    A sua reportagem é tendenciosa e mal intencionado , vc nao so descreve o numero de socios das cooperativas o certo seria descrever o custo das horas trabalhadas pelos médicos das cooperativas e saber também a quantos médicos da susam equivale o trabalho deles.

    Responder

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