
Da Redação
MANAUS – Com aporte de R$ 17 milhões, a empresa Unilever Brasil criou um fundo para estimular o aumento de pessoas negras no mercado de trabalho. O Fundo Afrolever, liderado por funcionárias negras, foi organizado em quatro pilares: talentos, marcas, fornecedores e comunidade.
A empresa informa que desde 2018 busca parcerias como a Faculdade Zumbi dos Palmares, a Afrobras, a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e ao Instituto Identidades do Brasil.
“Trabalhamos para que as oportunidades sejam acessíveis a todos de maneira igualitária e para que a representatividade negra aumente em todas as esferas que possamos impactar – do recrutamento às comunidades; das nossas campanhas à cadeia de fornecimento”, disse Gerardo Rozanski, presidente da Unilever. De acordo com Rozanski, atualmente, pessoas negras são 75% dos estagiários e 56% dos trainees.
Na esfera de “talentos”, até 2022, pretende-se duplicar a presença de profissionais negros na alta liderança e triplicar na média liderança – por meio de ações de atração, seleção, desenvolvimento e retenção de talentos. Para isso, os funcionários recebem uma mentoria e letramento sobre a questão racial.
Na frente “marcas”, o objetivo é acelerar oportunidades com produtos mais diversos e campanhas mais inclusivas em todo o processo. Em relação aos “fornecedores”, a empresa quer aumentar o volume de compras proveniente de parceiros comerciais liderados por grupos minoritários, com foco prioritário em raça.
E no pilar “comunidade”, a multinacional pretende gerar impacto positivo por meio de projetos incentivados e atuar como agente de transformação social. A expectativa da companhia é impactar mais de 550 mil pessoas por meio desses projetos.
