
Do ATUAL
MANAUS – Réu pelo homicídio do policial militar Paulo Sérgio da Silva Portilho, Marcos Neves Serra foi condenado a 46 anos e cinco meses de prisão pela 3ª Vara do Tribunal do Júri do Amazonas na última sexta-feira (31). O crime ocorreu no dia 26 de maio de 2017 no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus.
Dos outros 11 acusados, sete foram condenados e três absolvidos em sessão de júri popular realizada em setembro de 2021. Um morreu logo após o crime.
Marcos Neves Serra estava foragido da justiça e foi preso na cidade de Beruri, interior do Amazonas, por roubo a mão armada. Como não houve tempo suficiente para transferi-lo para Manaus, ele participou do julgamento por videoconferência. O réu foi julgado e condenado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e tortura.
Marcos Neves Serra deverá ser transferido para presídio em Manaus. Da sentença, cabe apelação.
Primeiro julgamento
O julgamento dos outros dez réus acusados da morte do PM Portilho ocorreu no dia 24 de setembro de 2021. Os jurados absolveram José Cleidson Weckner Rodrigues, Henrique da Silva e Silva e Alex Azevedo de Almeida.
Foram condenados: Renata Lima da Silva, a 15 anos e quatro meses de prisão em regime fechado; Felipe de Souza Santos, a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado; Jeferson de Souza Farias, a 21 anos e seis meses de prisão em regime fechado; Bruno Medeiros Mota, a 46 anos e dois meses de prisão em regime fechado; Willian Paiva Cavalcante, a 22 anos de reclusão em regime fechado; Rodolfo Barroso Martins, que não compareceu ao julgamento mas foi condenado pelo crime de ocultação de cadáver a um ano e seis meses de prisão, e como respondia ao processo em liberdade, pôde recorrer da sentença nessa condição; e Fábio Barbosa de Souza a 39 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
O crime
De acordo com o Inquérito Policial nº 380/2017 da Delegacia de Homicídio e Sequestros(DEHS), o policial Paulo Sérgio da Silva Portilho foi morto de forma brutal pelos acusados. Segundo a Polícia Civil, um expressivo número de pessoas participou do homicídio, 15 delas foram identificadas 15, incluindo três adolescentes.
Conforme os autos, na noite do dia 26 de maio de 2017 Paulo Sérgio Portilho, à paisana e de folga, parou em um bar com moto da corporação e indagou moradores sobre um terreno à venda em uma invasão.
Os envolvidos no crime, segundo a polícia e o MP, tinham envolvimento com o tráfico de drogas e suspeitaram que Paulo Sérgio era policial. Ele foi agredido, inclusive com pedaços de pau.
Conforme apurado nas investigações, Portilho clamou por sua vida aos acusados, dizendo-lhes que podiam levar tudo dele, mas sofreu um golpe de “mata leão” e desmaiou. Consta que os agressores amarraram uma corda ou um fio de aparelho de televisão em volta no pescoço da vítima, que foi arrastada ladeira abaixo para um terreno próximo ao bar, local onde foi morta e enterrada.
Com o julgamento de Marcos, foi concluído o processo nº 0619361-70.2017.8.04.0001.
