
Do ATUAL
MANAUS – Tocantins lidera em queimadas na Amazônia com 131.587 hectares queimados no primeiro semestre deste ano. O Amazonas é o quinto com 30.743 hectares de florestas destruídos, registra o Mapbiomas. Mato Grosso (109.368 hectares) é o segundo, seguido do Maranhão (53.392), Piauí (37.735), Amazonas (30.743) e Goiás (20.026).
Em relação aos biomas, o Cerrado lidera com 315.455 hectares, seguido pela Amazônia (114.074), Mata Atlântica (7.239), Caatinga (3.644), Pampa (219) e Pantanal (74). Um hectare equivale a aproximadamente 1,4 campos de futebol.
Em 2024, o Amazonas teve a maior área de floresta queimada com 15,6 milhões de hectares, com destaque para as pastagens que corresponderam a 53,2% da área incendiada, segundo o Mapbiomas.
Na média houve redução de 60% das queimadas no país, que passou de 5 milhões de hectares em 2024 para 1.702.951 de hectares queimados de janeiro a junho de 2025.
A maior parte da área queimada é de formação campestre (35,1%). Na sequência estão pastagem (14,7%), formação savânica (14,6%) e floresta (11,3%).
“Historicamente, o Cerrado evoluiu com queimadas naturais, geralmente provocadas por raios durante a época de chuvas. No entanto, o que temos observado é um aumento expressivo do fogo em períodos de seca, impulsionado principalmente por atividades humanas e intensificado pelas mudanças climáticas”, disse Vera Arruda, pesquisadora do MapBiomas.
“Um dado especialmente preocupante é o avanço das áreas queimadas em formações florestais, que atingiram em 2024 o maior valor registrado nos últimos seis anos, demonstrando uma mudança na dinâmica do fogo que ameaça ainda mais a biodiversidade e a resiliência desse bioma essencial”, acrescenta Vera Arruda.
