
Por Vívian Oliveira, do ATUAL
MANAUS – Os testes em humanos da SpiN-Tec, a primeira vacina 100% brasileira contra a Covid-19, começam nesta sexta-feira (25). A estimativa dos pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) é concluir em junho de 2023. O imunizante será testado em 72 voluntários na fase 1 e 360 na fase 2. Todos são residentes de BH (Belo Horizonte) durante os 12 meses do estudo.
O objetivo dos ensaios clínicos é comprovar a eficácia e a segurança do imunizante e descobrir eventuais reações adversas.
Os testes em humanos foram autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em outubro. Nos primeiros estudos em animais não foram registrados efeitos colaterais. Os exames também comprovaram que o imunizante produz anticorpos e é eficaz contra diferentes variantes mais fortes da doença.
Segundo Helton Santiago, professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, nesta primeira fase, a vacina será testada como reforço. “Ela tem mostrado um grande poder de proteção contra a manifestação clínica, desde a variante original até às variantes da Omicron”, explicou Santiago em entrevista à Globo News.
A primeira fase, com 72 pessoas, reúne voluntários saudáveis entre 18 e 85 anos que não contraíram Covid-19, e que receberam duas doses da CoronaVac e uma de reforço da Pfizer há, pelo menos, nove meses.
A fase 2, composta de 360 voluntários, a pessoa também deve ser saudável, na faixa etária entre 18 e 85 anos. Para participar, o candidato já pode ter contraído a Covid-19, mas é necessário ter recebido as duas doses iniciais da CoronaVac ou Astrazeneca; e uma ou duas doses de reforço da Pfizer ou Astrazeneca.
Os candidatos voluntários serão monitorados por um ano e a aplicação da dose será feita por médicos na faculdade de medicina da UFMG. “Vamos monitorar se a pessoa está tendo alguma reação com relação à vacina, se a induziu a níveis de anticorpos e imunidade celular que a gente espera que ela induza”, detalhou o professor.
Segundo Santiago, a expectativa mais realista para disponibilizar a vacina no mercado é para 2025.
