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Dia a Dia

Terceira dose da vacina será a partir de 15 de setembro com a Pfizer, anuncia ministro

25 de agosto de 2021 Dia a Dia
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Vacina da Pfizer será usada para dose de reforço contra a Covid (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Por Mônica Bergamo, da Folhapress

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a terceira dose da vacina contra o coronavírus começará a ser aplicada em idosos e em imunossuprimidos a partir do dia 15 de setembro.

Todos os imunossuprimidos (pessoas transplantadas, por exemplo) que já tomaram a segunda dose da vacina há 21 dias poderão receber o reforço a partir da segunda quinzena de setembro.

No caso dos idosos, eles devem ter tomado a segunda dose há mais de seis meses. A imunização extra contemplará pessoas de mais de 70 anos. Os primeiros a receber as doses serão os maiores de 80 anos.

A vacina usada para a dose de reforço será a da Pfizer. “Nos reunimos ontem com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e com o comitê técnico que assessora a imunização e tomamos a decisão”, afirmou ele à coluna.

A data foi escolhida porque, até lá, toda a população acima de 18 anos no Brasil já terá sido imunizada com ao menos uma dose.

Uma outra novidade: a partir do mesmo dia 15, começará a redução do intervalo entre as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, de 12 para 8 semanas, como acontece no Reino Unido.

Marcelo Queiroga diz que não lhe compete julgar atos de Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Ministro Marcelo Queiroga anunciou dose de reforço contra a Covid (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Queiroga diz que a decisão foi tomada diante da possibilidade de disseminação da variante delta do coronavírus no Brasil.

Estudos já mostram que a primeira dose das vacinas, no caso da delta, têm eficácia reduzida e não conseguem evitar boa parte das infecções. Já com duas doses a proteção é maior.

Antecipando a aplicação da segunda dose, portanto, o Brasil poderia frear as contaminações, mantendo a curva de queda no número de óbitos e de casos até agora.

A decisão sobre aplicação de dose de reforço na totalidade da população só será tomada depois da conclusão de um estudo que o Ministério da Saúde está fazendo em parceria com universidades. Ele deve ser finalizado em outubro.

A necessidade de doses de reforço de vacinas contra o coronavírus vem sendo discutida em âmbito mundial.

Estudos mostram que a proteção das vacinas cai com o tempo, e pelo menos 14 países já decidiram aplicar a dose de reforço dos imunizantes.

A medida é polêmica, já que a maioria da população mundial ainda não recebeu sequer a primeira dose. A OMS (Organização Mundial de Saúde) defende que a terceira dose só seja aplicada depois que a cobertura vacinal se ampliar no mundo todo.

No Brasil, o Ministério da Saúde já vinha sendo pressionado e alertado para a necessidade de uma dose de reforço. A circulação da variante delta do coronavírus, mais contagiosa, chamou a atenção de especialistas, que já veem sinais preocupantes na taxa de ocupação de UTIs e na faixa etária dos hospitalizados.

Em entrevista à Folha nesta semana, o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda afirmou que a terceira dose em idosos “é para ontem”. Ele disse que o aumento das internações de pessoas acima de 80 anos tornava imperativo a dose de reforço, junto com os profissionais de saúde.

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Assuntos manchete, Marcelo Queiroga, Pfizer, vacina contra a Covid-19
Cleber Oliveira 25 de agosto de 2021
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