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Variedades

Taís Araújo diz que publicidade potencializou racismo e machismo

8 de outubro de 2021 Variedades
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Taís Araújo fez o comentário em campanha da L’Oreal Paris (Foto: Fernanda Tiné/Globo)
Por Amon Borges, da Folhapress

SÃO PAULO – A L’Oreal Paris lançou nesta semana no Brasil uma campanha de combate ao assédio sexual nas ruas. A ação gira em torno da plataforma StandUp para educar e empoderar aquelass as pessoas que já passaram por esse tipo de abuso, especialmente em locais públicos.

Pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva mostra que 97% das mulheres afirmam que já foram vítimas de situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou ainda em táxis. Além disso, 71% das 1.081 entrevistadas no pais disseram conhecer alguma mulher que passou por alguma situação do tipo.

Um dos rostos que participam da divulgação é Taís Araújo, presente em trabalhos da marca há 12 anos. Para ela, esse tipo de ação não é mais questão de posicionamento, mas obrigação das marcas.

“A publicidade pautou muito (a sociedade), é muito responsável por tudo isso que a gente está lutando contra”, afirma. “Ela potencializou o racismo, ela potencializou o machismo, ela potencializou muitas coisas que são horrorosas pra sociedade.”

A atriz observa que a publicidade está diferente e reconhecendo erros, a contribuição horrorosa que deu para a construção da narrativa do Brasil, segundo ela. “Muitas empresas já se ligaram e estão recontando as histórias. E recontar a narrativa desse país sob outro ponto de vista, no final, vai fazer todo mundo sair ganhando e não só uma pequena parcela da sociedade como foi até agora.”

Taís participou de uma roda de conversa sobre o tema na terça (5) ao lado de nomes como Laura Parkinson, diretora de L’Oréal Paris no Brasil; Helena Bertho, head de comunicação, sustentabilidade e diversidade da empres; Gabi Lohan, mulher transexual e embaixadora digital da marca; e a pesquisadora Djamila Ribeiro.

O movimento da marca é global e fruto de uma parceria com a ONG americana Hollaback!, responsável pela metodologia de intervenção que, segundo a marca, se mostrou eficaz em experimento em universidades americanas, diminuindo em 17% os casos de violência sexual no local.

Neste contexto, o programa de treinamento lançado pela L’Oreal oferece um método baseado em 5 Ds (distrair, delegar, documentar, direcionar e dialogar), que auxilia homens e mulheres a intervir com segurança diante de sistuações de assédio, tanto como testemunha quanto como vítima, explicaa marca. O treinamento é online e gratuito no site standup-brasil.com.

A plataforma explora os já citados 5 Ds: distrair, forma indireta de desviar a atenção do que está acontecendo; delegar, que é contar para alguém o que está acontecendo ou para uma autoridade que está por perto para saber se é possível fazer algo a respeito; documentar, registro do que está acontecendo para apoiar a vítima, questionando se é permitido ou não exibir o material; direcionar, contato direto com o assediador para que deixe a vítima livre, sem discussão para evitar conflitos maiores; e dialogar com quem está sofrendo o assédio com gentileza e palavras de apoio, reforçando que não é culpa dela o que aconteceu.

“Hoje, mais do que uma marca feminina a gente se posiciona como uma marca feminista”, ressalta Parkinson. “Isso quer dizer que agora nós militamos e nos posicionamos para os direitos femininos e equidade de gênero.”

De acordo com levantamento da Ipsos, encomendado pela empresa, esse assédio é a maior preocupação feminina para 47% das entrevistadas, seguida pela violência doméstica.

“Sofrer ou presenciar uma situação de assédio desperta medo, desconforto e paralisa, seja quem está diante da cena ou sofrendo com o ato, fazendo com que não saibamos como reagir”, afirma Parkinson.

Segundo a executiva, a L’Oréal Paris sempre defendeu o valor de cada mulher, trazendo mensagens de empoderamento, confiança e segurança. Ela ressalta que a ambição agora é criar um pacto social por meio da educação de não aceitação dessa realidade tão triste, principalmente para as mulheres.

“É nosso dever enquanto marca uma marca feminina, líder mundial, prestar apoio e trazer ações que despertem consciência na sociedade através da educação, debates e discussões, com o objetivo de criar um movimento transformador”.

E a atriz Taís Araújo segue o mesmo raciocínio: “É muito que vender xampu, a gente tem a obrigação de transformar o mundo já que temos esse alcance”, reforçando que a plataforma não é uma pauta só das mulheres.

Com o mote “Autoestima em primeiro lugar”, a WMcCann criou a campanha para divulgar e reforçar o objetivo da marca destacando o método, englobando conteúdo digital, OOH (out of home), TV paga e ações com imprensa.

“A gente tem que se sentir livre e segura apra caminhar da forma que a gente quiser, onde a gente quiser, com a roupa que a gente quiser”, completa Taís Araújo.

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Assuntos assédio, l'oreal paris, machismo, publicidade, Racismo, Taís Araújo
Redação 8 de outubro de 2021
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1 Comment
  • Alexandre disse:
    9 de outubro de 2021 às 11:48

    Todos são iguais perante as leis e as leis de Deus, infelizmente criaram tantas cotas criando o racismo e nas escolas tiraram a matéria de EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA que nossas crianças deixam de aprender e práticar como cidadão as regras da sociedade. A culpa não das empresas e da publicidade e sim dos canais de comunicação, é principalmente das NOVELAS.

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