
Do ATUAL
MANAUS — Após afirmar em vídeo publicado nas redes sociais que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Amazonas é uma “grande vergonha”, o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) afirmou que o objetivo foi “sinalizar um novo ciclo de eficiência” na gestão do estado, caso ele assuma o poder em 2026. “Meu foco é resolver, não polemizar”, disse o vice.
“Quero deixar minha marca como alguém com formação técnica, que viu a gestão de forma acelerada e inaugurou um período de planejamento para visualizar o Amazonas do futuro. Meu compromisso é sinalizar um novo ciclo de eficiência na gestão pública”, afirmou, em entrevista a um site de Manaus nesta quarta-feira (3).
No vídeo publicado nas redes sociais, o vice-governador faz críticas ao próprio governo ao apresentar o que chama de “ranking da vergonha”, que mostra 11 dos 62 municípios do estado entre os piores índices do país. “IDH. Três letras que revelam uma grande vergonha para o Amazonas”, afirma Tadeu no início da gravação.
“Se eu tiver a honra de me tornar governador em abril, vou trabalhar incansavelmente para mudar a realidade do interior, em especial o IDH desses 11 municípios”, completa o vice.
Na legenda do vídeo, Tadeu citou Atalaia do Norte, que tem o terceiro pior IDH do Brasil. “São problemas antigos que nos desafiam há décadas”, escreveu. Em seguida, afirmou: “Isso não é estatística, é gente que precisa que o Estado do Amazonas continue avançando com planejamento e gestão: fazer o que ninguém fez, fazer por quem ninguém faz, e fazer muito em pouco tempo”.
Nesta quinta-feira (4), Tadeu afirmou que não tem “ambição de fazer carreirismo político”, mas reconheceu que precisa estar preparado para uma eventual saída do governador Wilson Lima (União Brasil), que poderá disputar uma das duas vagas ao Senado. Nesse cenário, Wilson teria de renunciar ao cargo, que passaria a ser ocupado por Tadeu.
O político do Avante declarou que trabalha na formatação de um plano estratégico de desenvolvimento para o Amazonas, com foco em soluções práticas e distante das polêmicas que costumam marcar o cenário político. Ele afirmou ainda que, se assumir o governo, manterá programas que atualmente beneficiam a população.
“Existem políticas que precisam ser contínuas, como o Auxílio Estadual Permanente, o Prato Cheio, a regularização fundiária e o ordenamento territorial nos municípios”, disse. “Seria uma irresponsabilidade minha não estar nesse estado constante de preparação e, de repente, ser chamado para ocupar esse lugar na história. Eu não tenho ambição de fazer carreirismo político, mas preciso estar preparado”, afirmou.
