
Do ATUAL
MANAUS — Reginaldo Pereira da Silva, de 40 anos, foi preso nesta terça-feira (16) em Manaus suspeito de matar a prima, Maria Rosilene Pereira, de 50 anos, asfixiada. O corpo dela foi encontrado no dia 3 deste mês de julho com as mãos amarradas e uma corda no pescoço. O corpo estava nu em cima da cama.
Maria Rosilene foi vista pela última vez com vida no dia 30 de junho. O delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, disse que o corpo estava em decomposição.
Maria Rosilene morava sozinha na Comunidade Aliança com Deus, bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. Foram os vizinhos que chamaram que chamaram a polícia ao sentirem forte odor vindo da casa dela.
A delegada adjunta da DEHS, Marília Campello, disse que Reginaldo estava escondido na casa de um familiar e em depoimento confessou o crime, mas alegou estar sob efeitos de drogas.
“Ele disse que estava drogado, que a vítima havia chegado da igreja na noite do dia 30 e passou a falar algumas coisas que ele não gostou. Ele alega que por ele estar sob efeito de entorpecente, ele sentiu uma raiva, um ódio muito grande, e resolveu matar essa vítima asfixiada. Ele matou com uma camisa e, realmente, só parou a ação quando viu que a vítima não tinha mais movimentos e não esboçava mais nenhuma reação”, relatou Marília Campello.
A delegada acrescentou que pelo fato da vítima ter sido encontrada sem roupa, há a suspeita de que ela tenha sido abusada sexual, no entanto essa suspeita poderá ser confirmada ou não pela perícia.
“Pelo fato de a Maria Rosilene ter sido encontrada despida, morta em cima do colchão que o Reginaldo usava quando ia dormir na casa dela, esporadicamente, nós também desconfiamos que tenha havido um crime sexual. E isso será confirmado ou não pelo laudo pericial. Os médicos vão informar para que nós possamos decidir por quais crimes ele respondera efetivamente”, ´disse Marília.
A delegada disse que Reginaldo levou alguns pertences da prima e os vendeu. Ele foi preso anteriormente por furto e agora responderá por homicídio.
