
Do ATUAL
MANAUS – Homem de 22 anos foi preso, em flagrante, na noite de sábado (28), por suspeita de estuprar a própria filha, de 3 anos, no bairro Petrópolis, na zona sul de Manaus. O caso foi denunciado pela avó materna da vítima, após a menina relatar dores nas partes íntimas. “Ela estava reclamando de tanta dor e chorando”, disse a avó à polícia.
De acordo com a mulher, por volta de 11h deste sábado, o pai da criança, que tem uma casa no mesmo terreno que ela, chegou no local “visivelmente drogado”, pegou a criança, que estava brincando no quintal, e “foi tomar banho com ela no único banheiro do terreno”. Depois do banho, ele levou a criança para a casa dele, onde “não há mais quaisquer móveis ou utensílios”, pois, segundo a mulher, tudo foi vendido para compra de entorpecentes.
A avó da criança disse que pediu a um dos irmãos da criança para ir ver o que estava acontecendo, e que acredita que o homem tenha demorado cinco minutos dentro da casa com a filha. Depois, segundo a avó, o homem deixou a criança brincando no quintal e “foi embora novamente consumir entorpecentes”.
Ainda de acordo com a mulher, a criança passou a tarde toda brincando, sem se queixar de nada. Ela notou, no entanto, um semblante triste na menina. E à noite, por volta de 21h, chamou a neta para jantar, mas ela disse que não queria porque “estava doendo”, e começou a chorar. Ao ser questionada sobre a dor, a criança disse que tinha sido abusada pelo pai.
“A depoente [avó] perguntou onde estava doendo, e a vítima falou: ‘Papai me colocou assim, de perna aberta, e meteu o dedo'”, disse a avó, que verificou as partes íntimas da menina e “viu que a vagina da vítima estava vermelha”. A mulher relatou que deu uma dipirona para amenizar a dor da criança, que estava chorando.
O homem foi preso na frente de casa. Policiais militares que o prenderam afirmaram que ele estava “visivelmente sob efeitos de entorpecentes”. Na delegacia, ele negou a autoria do crime.
A avó da criança relatou que o pai e a mãe da criança são usuários de drogas e que a mãe estava desaparecida há dois dias. Não há informações sobre a mãe da criança nos documentos que a reportagem teve acesso.
