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zmanchete

STJ mantém prisão a ex-juiz do trabalho no Amazonas condenado por pedofilia

5 de outubro de 2017 zmanchete
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Caso de pedofilia envolvendo juiz foi descoberto em Tefé, no interior do Amazonas (Foto: Divulgação)
Caso de pedofilia envolvendo juiz foi descoberto em Tefé, no interior do Amazonas (Foto: Divulgação)

Da Redação

MANAUS – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) acolheu recurso do MPF (Ministério Público Federal) e confirmou sentença de primeiro grau que condenou o ex-juiz do trabalho Antônio Carlos Branquinho por pedofilia. Com a decisão, a punição ao ex-magistrado pelo crime de venda ou exposição à venda de fotografia, filme ou registro de cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente – art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – foi ampliada de cinco para seis anos e oito meses.

Após se aposentar e perder o foro privilegiado, o ex-magistrado foi julgado e condenado na primeira instância da Justiça Federal do Amazonas a seis anos e oito meses de prisão. A pena, entretanto, foi reduzida após apelação da defesa ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O MPF questionou a decisão do tribunal e o caso, então, subiu ao STJ.

Inicialmente, a presidente da Corte Superior, ministra Laurita Vaz, não recebeu o pedido do Ministério Público Federal para analisar o caso. O entendimento, contudo, foi reformado após agravo regimental apresentado pelo subprocurador-geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde. Além de determinar o processamento do pedido do MPF, o ministro relator, Ribeiro Dantas, confirmou a pena aplicada pela Justiça de primeiro grau, conforme solicitado pelo MPF.

De acordo com o subprocurador-geral, “não apenas a grande quantidade de arquivos encontrados com o réu justificou o aumento da pena, mas especialmente a atitude de ‘deboche’ do ex-magistrado em relação ao grave delito praticado”, justificando que se trataria apenas de peças de nu artístico.

Condenações

O ex-juiz é acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes, entre os anos de 1994 e 2009, nas dependências da Vara do Trabalho no município de Tefé, no Amazonas, a 523 quilômetros de Manaus. Ele já foi condenado em três processos distintos – que somam 34 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Antes da revisão da pena aplicada pelo STJ a pedido do MPF, as condenações somavam 33 anos de reclusão.

Segundo as investigações, os atos sexuais realizados na Vara do Trabalho de Tefé eram filmados e fotografados. Foram apreendidas 38 fitas de VHS, seis fitas de VHSC, três CDs, 36 DVDs, dois pendrives, nove mini-CD’s, além de centenas de fotografias em álbuns, contendo imagens de crianças e adolescentes em atos sexuais na casa do ex-juiz.

Confira na íntegra a decisão do STJ.

 

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Assuntos Amazonas, juiz, Justiça do Trabalho, pedofilia, STJ, Tefé
Cleber Oliveira 5 de outubro de 2017
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