
Do ATUAL
MANAUS – O Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas) emitiu alerta para as empresas de navegação sobre os riscos de transportar cargas pelos rios no verão amazônico. Segundo o sindicato, nesse período aumenta os ataques de piratas, os bancos de areia e troncos que se soltam das margens, principalmente na bacia dos rios Madeira e Solimões.
“Nestes meses, o tempo de viagem quase dobra porque alguns trechos, como Humaitá (AM) a Porto Velho (RO), a navegação é suspensa de noite, fica mais lenta durante o dia, e as embarcações se tornam um alvo fácil para ação dos criminosos”, disse o presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior
“Com as escoltas, os roubos das quadrilhas caíram em 2023 e neste semestre ainda não registramos nenhuma ocorrência, mas todos os dias há tentativas e trocas de tiros, que são evitadas pelos seguranças privados que contratamos para garantir a continuidade do abastecimento de combustível e outros produtos de primeira necessidade aos municípios do interior”, acrescentou .
De acordo com o Censispam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, do Ministério da Defesa, este ano a região Norte terá chuvas abaixo do normal mesmo para a temporada e a estação seca será prolongada e rigorosa até novembro por causa do fenômeno El Niño.
O Sindarma informou que solicitará aos órgãos públicos estaduais e federais de segurança o aumento do efetivo e da fiscalização nos rios para evitar que balsas de garimpos ilegais se instalem nos canais de navegação e ameacem a segurança do transporte fluvial até com a cobrança de ‘pedágios’ para permitir a passagem dos barcos.
Outro tema que será debatido pelo sindicato com é a falta de infraestrutura portuária adequada na capital e nos municípios do interior.
“As cargas são levadas em embarcações menores até a sede do município, o que aumenta tempo e o custo para o consumidor final, e no caso dos passageiros é ainda pior, porque pessoas idosas e crianças tem que andar muito no leito seco para chegar no destino, uma vez que não há portos preparados para atracação dos recreios”, disse Galdino.
