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Política

Senador do Amazonas rebate Abong sobre criminalização de ONGs com CPI

4 de maio de 2021 Política
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Plínio Valério rebateu declarações da Abong sobre CPI das ONGs da Amazônia (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) rebateu as declarações da Abong (Associação Brasileira de ONGS) de que a CPI das ONGs busca, genericamente, criminalizar as entidades. O parlamentar disse que as CPIs existem para apurar denúncias e não há como apontar crimes ou inocentar antes das investigações.

“A Associação Brasileira de ONGs não tem porque temer. As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) não tem o condão de criminalizar nenhuma atividade, se não há crime comprovado. E as CPIs existem justamente para investigar denúncias”, afirmou Plínio.

No último domingo, 2, o ATUAL publicou que Abong considera que as organizações não governamentais ameaçam interesses de políticos e de empresários e que o pedido de Plínio para investigar ONGs na Amazônia é baseado em “argumentos genéricos e não parte de nenhum dado ou denúncia concreta”.

A entidade afirmou que, por atuarem junto aos segmentos da sociedade civil mais vulneráveis, “as ONGs incomodam os detentores do poder político e econômico que veem, na organização social, riscos para a manutenção de seus privilégios e interesses”.

Plínio, no entanto, disse que a preocupação dele é investigar o crescente número denúncias de prestações não completadas, de desvios de recursos e de desvirtuamento dos objetivos das entidades. No requerimento, ele cita três objetivos, mas quer que a investigação comece pelas ONGs.

O senador afirma que não há como apontar crimes ou inocentar qualquer organização, antes das investigações das denúncias que chegam ao gabinete. Ele disse que não é contra as boas ONGs e citou que já destinou verba para uma entidade que atua na região do médio Solimões.

“Não temos nada contra as boas ONGs, tanto é, que ajudamos a ONG Mamirauá , em 2020 com R$ 250.000,00 de minhas emendas. O recurso foi pago em 19/08/2020. O Objeto era um projeto que levava água potável para as comunidades ribeirinhas”, disse Plínio.

Emendas parlamentares são obrigatórias e constam no chamado orçamento impositivo.

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Assuntos CPI das ONGs, destaque, Plínio Valério
Felipe Campinas 4 de maio de 2021
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