
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) rebateu as declarações da Abong (Associação Brasileira de ONGS) de que a CPI das ONGs busca, genericamente, criminalizar as entidades. O parlamentar disse que as CPIs existem para apurar denúncias e não há como apontar crimes ou inocentar antes das investigações.
“A Associação Brasileira de ONGs não tem porque temer. As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) não tem o condão de criminalizar nenhuma atividade, se não há crime comprovado. E as CPIs existem justamente para investigar denúncias”, afirmou Plínio.
No último domingo, 2, o ATUAL publicou que Abong considera que as organizações não governamentais ameaçam interesses de políticos e de empresários e que o pedido de Plínio para investigar ONGs na Amazônia é baseado em “argumentos genéricos e não parte de nenhum dado ou denúncia concreta”.
A entidade afirmou que, por atuarem junto aos segmentos da sociedade civil mais vulneráveis, “as ONGs incomodam os detentores do poder político e econômico que veem, na organização social, riscos para a manutenção de seus privilégios e interesses”.
Plínio, no entanto, disse que a preocupação dele é investigar o crescente número denúncias de prestações não completadas, de desvios de recursos e de desvirtuamento dos objetivos das entidades. No requerimento, ele cita três objetivos, mas quer que a investigação comece pelas ONGs.
O senador afirma que não há como apontar crimes ou inocentar qualquer organização, antes das investigações das denúncias que chegam ao gabinete. Ele disse que não é contra as boas ONGs e citou que já destinou verba para uma entidade que atua na região do médio Solimões.
“Não temos nada contra as boas ONGs, tanto é, que ajudamos a ONG Mamirauá , em 2020 com R$ 250.000,00 de minhas emendas. O recurso foi pago em 19/08/2020. O Objeto era um projeto que levava água potável para as comunidades ribeirinhas”, disse Plínio.
Emendas parlamentares são obrigatórias e constam no chamado orçamento impositivo.
