
Da Redação
MANAUS – Com o Sistema Integrado de Atenção do Pé Diabético (SIAPDMinis), que permite o controle dos pacientes, as secretarias municipal e estadual de Saúde querem reduzir número de amputações em pacientes com a doença no Amazonas. O sistema possibilita acompanhar o tratamento dos portadores de diabetes e foi lançado nesta quinta-feira, 20, em parceria com o MP-AM (Ministério Público do Amazonas).
O pé diabético é uma das complicações do diabetes mellitus de impacto irreversível, com complicações físicas, mentais e sociais, que podem causar deformidades anatômicas, lesões e amputações.
Marcelo Magaldi, secretário municipal de Saúde, explica que com o registro digitalizado das pessoas será mais fácil acompanhar as etapas do tratamento. “Esse sistema integrado vai ser utilizado nas redes de atenção do estado. Então a pessoa quando chegar ela é cadastrada, tem uma unidade de transferência, é atendida. Todo acompanhamento, o passo a passo, do atendimento, de retorno ao médico, quantos curativos foram feitos, enfim”, explicou Magaldi.
Rodrigo Tobias, secretário estadual de Saúde, afirma que o controle através do sistema torna o cuidado mais frequente, contribuindo para a redução das amputações. De acordo com Tobias, o pé diabético é o principal problema de saúde pública no estado, chegando a serem realizadas apenas em 2019 um total de 760 amputações, um aumento de 25% em relação a 2018.
A iniciativa que une município e estado contribui para a redução desse procedimento, afirma o secretário da Susam. “O ideal é que a gente atue com uma equipe multiprofissional no sistema com hipertensos e diabéticos ainda na atenção básica. A partir daí a gente tem que aplicar um sistema de cuidado em nossas policlínicas e hospitais para que fazendo o curativo e todo um cuidado frequente a gente evite essas amputações”, diz Tobias.
(Colaborou Jullie Pereira)
