
Do ATUAL
MANAUS – Criado para identificar gestões públicas comprometidas com ações para crianças e adolescentes, o Selo Unicef será lançado em Manaus no dia 6 de maio. Com a identificação, o Governo do Amazonas pretende proporcionar maior apoio às prefeituras que cumprirem metas com essa finalidade. Na edição 2025-2028, a identificação também inclui ações públicas destinadas a indígenas e quilombolas.
Na solenidade será entregue ao representante do Unicef as chaves da Casa ONU, antigo prédio da Cosama (Companhia de Saneamento do Amazonas) no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus. O imóvel, que pertence ao Estado, será cedido para oferecer serviços pelas agências da ONU.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcellus Campêlo, disse que a adesão ao Selo Unicef é voluntária e os municípios que participam se comprometem a implementar ações que garantam os direitos previstos às crianças e adolescentes.
O selo terá indicadores para avaliar se o município conseguiu reduzir as desigualdades internas. Ou seja, se aumentou a vacinação de crianças, se esse aumento foi igualitário para toda a população (incluindo indígenas e quilombolas) ou se apenas a média do município subiu.
Outra novidade envolve a criação de espaços mais institucionalizados, onde os gestores de políticas públicas terão um mecanismo permanente de escuta de crianças e adolescentes.
“Como resultado do trabalho em conjunto, na edição 2021-2024 o Amazonas superou a média nacional em três indicadores, alcançando a melhor participação na história dos 25 anos da certificação”, disse a chefe interina do escritório do Unicef em Manaus, Rayanne França.
Dos 55 municípios amazonenses que participaram, 29 foram certificados, um número 3,5 vezes maior do que na edição 2017-2020, quando apenas oito conseguiram atingir as metas
Entre os resultados alcançados na edição passada, ela destaca o aumento de 8,8% na cobertura vacinal da Tríplice Viral D2, frente aos 2,6% registrados nacionalmente; a redução de 39,3% nas taxas de abandono escolar; e a ampliação do uso do Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia), com aumento expressivo de notificações de violência – essencial para interromper ciclos de abuso e garantir proteção.
