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Dia a Dia.

Secretário identifica líderes de massacre, mas não revela nomes

3 de janeiro de 2017 Dia a Dia.
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Sérgio Fontes precisa provar a competência do sistema de segurança pública (Foto: Divulgação/SSP)
Sérgio Fontes diz que negociou trégua com líderes de massacre em presídio (Foto: Divulgação/SSP)

Da Redação

MANAUS – A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas informou que já identificou os líderes da rebelião. Segundo o secretário Sérgio Fontes, a trégua no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) no qual 56 presos foram assassinados, “foi negociada com eles”. A transferência desses criminosos para presídios federais, porém, depende de uma investigação. “Eles serão responsabilizados dentro da lei. Eles vão responder a inquérito policial que, após ser concluído, será encaminhado ao Ministério Público para que sejam tomadas as medidas legais”, disse Fontes.

O secretário alegou que não poderia revelar os nomes dos líderes do massacre. “Não tem como dizer o nome de ninguém por causa da investigação. O preso do sistema prisional do Estado do Amazonas, na maior parte, mais de 60%, é decorrente do tráfico de drogas. É a maior população carcerária com esse perfil. Existem homicidas, mas também ligados ao tráfico. É essa população carcerária que está envolvida no assassinato dos 56 presos no Compaj”, disse.

O inquérito também resultará em medidas administrativas. “Nós vamos fazer esses pedidos, mas eles dependem, sempre, da anuência da justiça. A justiça estadual vai solicitar e a justiça federal vai verificar os locais disponíveis. Nós vamos ter que esperar o fim do inquérito que já está sendo realizado”, disse.

Coordenada pelo delegado Ivo Martins, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a investigação não tem um prazo para ser concluída. “Pedimos prioridade para isso. A gente sabe quem são as lideranças, estávamos negociando com eles. Mas não é suficiente saber. Tem que ter prova inquestionável para que a gente possa levar esse caso à Justiça”, disse Fontes, sem citar se vai considerar como prova os vídeos do massacre postados pelos próprios presos nas redes sociais.

Sérgio Fontes disse que a investigação vai apurar também se houve participação de pessoas de fora do presídio. “Vai verificar quem, efetivamente, matou. Os objetivos da investigação são múltiplos”, generalizou.

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Assuntos Amazonas, Compaj, Sérgio Fontes
Cleber Oliveira 3 de janeiro de 2017
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1 Comment
  • Antônio Davi Roland de Brito disse:
    3 de janeiro de 2017 às 14:14

    Esses 60 foram tarde!

    Responder

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