
Da Redação
MANAUS – A Secretaria de Saúde do Amazonas informa, em nota, que solicitou à CGE (Controladoria Geral do Estado) no dia 15 de junho apoio para criação de auditorias paralelas nos serviços do INDSH (Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano), que administra o Hospital Delphina Aziz em Manaus.
O comunicado é em resposta à decisão da Justiça Federal que ordenou mudança na gestão do hospital. O Ministério Público Federal alega que o contrato dificulta fiscalizar a prestação de serviços.
“A decisão da Justiça vem em boa hora e reforça aquilo que já vínhamos trabalhando, que é um acompanhamento mais rigoroso dos contratos, com estabelecimento de metas, indicadores e sistema de avaliação, conforme cita o processo”, disse o secretário em exercício de Saúde Silvio Romano, que também é secretário executivo de Controle Interno.
Romano argumenta que a criação da Secretaria de Controle Interno, em setembro do ano passado, antecipou a decisão da Justiça Federal, que inclui também a gestão da Unidade de Pronto-Atendimento Campos Salles. Romano não disse se o Controle Interno identificou as falhas no contrato citadas pelo MPF na ação.
“Como responsável pelo Controle Interno na Secretaria, é de meu interesse esse acompanhamento dos contratos. Os fiscais de contrato assumem, desde já, uma importância maior, pois sabemos que a ação deles resultará em melhores serviços à população”, disse Romano.
O secretário disse que a fiscalização é necessário, principalmente, porque o hospital aumentou sua capacidade instalada em um ano. O número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) teve um acréscimo de 260% entre 2020 e 2021. O hospital saiu de 50 leitos de UTI, no início de 2020, para os atuais 180 leitos devido à pandemia do novo coronavírus.
A unidade também ampliou de 80 para 203 o número de leitos clínicos, o que não acontecia desde a inauguração, em 2014, quando não havia a proliferação do novo coronavírus. A pandemia começou no Amazonas em março de 2020.
