
Do ATUAL
MANAUS – A Sedurb (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Amazonas) reconhece que o depósito de lixo a céu aberto em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) acumula resíduos por 30 anos de forma irregular e alerta sobre risco de contaminação ambiental.
O reconhecimento consta no PRAD (Plano de Recuperação de Área Degradada), que disponibiliza R$ 5 milhões de empréstimo da Caixa Econômica para projetos de áreas degradadas. O lixão está localizado no Ramal do Creuza.
A Sedurb classifica a área como uma lixeira pública com degradação ambiental avançada, resultado da disposição irregular e contínua de resíduos sólidos urbanos. Também menciona a falta de impermeabilização do solo e de drenagem de chorume, além de qualquer medida sanitária.
Ainda segundo o documento, a manutenção do lixão nessas condições expôs o solo, a água e o ar à contaminação, representando um risco direto à saúde da população. No PRAD a Sedurb admite ser necessário controlar a poluição do chorume; evitar que contaminantes atinjam o lençol freático; e mitigar emissões de gases provenientes da decomposição do lixo, como o metano.
Para tornar segura a área do lixão, a Sedurb propõe a Prefeitura de Iranduba o remanejamento, compactação e confinamento dos resíduos no próprio local. A estratégia inclui a redistribuição do lixo acumulado para formar um corpo mais estável, a compactação em camadas sucessivas e a correção do relevo para reduzir riscos de deslizamentos, incêndios e geração excessiva de chorume.
Após essa etapa, seria implantada uma cobertura final com solo argiloso, funcionando como barreira para impedir a infiltração de água da chuva e a liberação descontrolada de gases. O plano também prevê a instalação de sistemas de drenagem para águas pluviais e de dispositivos para a liberação passiva de biogás, com o objetivo de evitar explosões, mau cheiro e danos ambientais adicionais.
O documento ainda informa que o lixão do Ramal do Creuza se tornou um foco ativo de vetores transmissores de doenças, como mosquitos, moscas e roedores, associados a enfermidades graves, entre as quais arboviroses, leptospirose e infecções gastrointestinais. Para enfrentar esse problema, o PRAD recomenda ações emergenciais de controle sanitário, isolamento da área e eliminação das condições que favorecem a proliferação desses vetores.
