O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves RochaSem categoria

Seca mostra a falta de gestão hídrica na Amazônia

10 de novembro de 2023 Sandoval Alves Rocha Sem categoria
Compartilhar


Vivemos uma das mais severas estiagens dos últimos 100 anos. Os rios desaparecem diante dos nossos olhos, deixando a marca do sofrimento. Os ribeirinhos perdem o meio que lhe fornece a identidade e as condições de sobrevivência. Os indígenas se entristecem pelo desaparecimento das águas que colorem os seus estilos de vida e configuram os seus mitos e ritos. O ecossistema é penalizado pela redução da umidade. Toda a sociedade sente a ausência da água, que sustenta a sua produtividade e o seu dinamismo.

As populações urbanas que já sofrem com a precariedade dos serviços básicos, sentem o peso do racionamento hídrico imposto pela companhia de água e esgoto. Cidades como Manaus, que nasce das águas, se dá conta de que a água não é ilimitada e por isso deve ser gerida responsavelmente. Essa seca mostra que a imensidão das águas não passa de uma ilusão. É necessário saber usá-las, direcionando-as para os serviços essenciais e tais serviços não devem obedecer aos parâmetros da lucratividade absurda, mas aos princípios que regem a teia da vida, que se manifesta de variadas maneiras.

Embora passando por grave crise hídrica nos dias de hoje, a Amazônia convive habitualmente com a falta de água potável. Independentemente da seca que enfrentamos, as populações têm grandes dificuldades de acessar a esse serviço a cada dia e em todas as estações. A falta de políticas públicas que favoreçam esse direito fundamental é um problema histórico na região. Apesar das queixas, as classes políticas amazônicas se mantêm inertes e indiferentes. A culpa não é da seca, mas da falta de uma gestão hídrica eficiente e sustentável! Falta compromisso dos poderes públicos no cuidado das pessoas e da natureza.

Em um processo marcado por ilegalidades e turbulências, implantou-se em Manaus um sistema de água e esgoto privatizado. As previsões estavam certas: serviços precários nas periferias, pobres excluídos do sistema, tarifas caras, esgotamento sanitário ausente na maioria da cidade, poluição dos corpos hídricos, espoliação hídrica, etc. Com a privatização optou-se por beneficiar o mercado da água em detrimento do atendimento digno aos manauenses. Mais uma vez optou-se por privilegiar o setor financeiro, negligenciando a preservação e o cuidado dos recursos naturais.

A estiagem gera comoção em todo o país. Campanhas de solidariedade invadem as redes sociais e os meios de comunicação; políticos oportunistas defendem a honra do povo; empresas aproveitam para exibir a sua responsabilidade social; organizações publicitárias focam na morte dos botos e outros animais. Porém ninguém toca no ponto de solução, que é a falta de planejamento de longe alcance para evitar tais tragédias. Isso implica eliminação do desmatamento; tolerância zero com os crimes ambientais, como incêndios e poluição hídrica; demarcação de todas as terras indígenas; controle e redução significativa das atividades mineradas e do agronegócio, etc.

A seca que vivemos está servindo ao menos para trazer à tona a falta de gestão hídrica na região que tem mais água doce no planeta. Tal gestão, no entanto, vai muito além dos cuidados das águas. É necessário colocar em prática uma nova relação com a natureza, percebendo-a como ser vivo que precisa ser protegido e apreciado.

É necessário perceber que as coisas estão muito conectadas e que a destruição da natureza também é um atentado contra os homens, pois natureza e humanidade fazem parte do mesmo processo evolutivo e participam da mesma teia da vida.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Lula defende exploração com responsabilidade na Foz do Amazonas

Ciência não é futebol, não dá para escolher um lado, diz divulgador científico

Nova tecnologia fortalece estudos sobre contaminação por mercúrio no Amazonas

Cordiais com os grandes e hostis com os pequenos

Luz para Todos prioriza mulheres e povos tradicionais

Assuntos água, Amazônia, Bacia Amazônica, recursos hídricos
Cleber Oliveira 10 de novembro de 2023
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Poços da Petrobras na Faixa Equatorial: mais petróleo em alto-mar (Arte: Petrobras/Divulgação)
Economia

Lula defende exploração com responsabilidade na Foz do Amazonas

19 de maio de 2026
Divulgador Pedro Loos diz que combate conspirações sem entrar em embate direto (Imagem: YouTube/Reprodução)
Dia a Dia

Ciência não é futebol, não dá para escolher um lado, diz divulgador científico

18 de maio de 2026
Barco-laboratório
Especial Publicitário

Nova tecnologia fortalece estudos sobre contaminação por mercúrio no Amazonas

15 de maio de 2026
Dia a Dia

Luz para Todos prioriza mulheres e povos tradicionais

11 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?