
Por Iolanda Ventura, da Redação
MANAUS – O cartunista Mauricio de Sousa, 83, criador da ‘Turma da Mônica’, se emocionou com o reconhecimento de seu trabalho em Manaus e disse não saber porque a personagem Magali não engorda. “Olha, se eu descobrir um dia isso eu vendo para um laboratório farmacêutico”, brincou o escritor. Durante visita à Escola de Tempo Integral Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista nesta sexta-feira, 20, o artista foi homenageado pelos estudantes e fez um passeio pelo colégio.
“Eu vi alguns bons candidatos a desenhistas e também eu senti a proximidade das crianças com os nossos personagens. Mesmo na distância, mesmo eu nunca tendo vindo para cá, eu senti que todo mundo conhece o meu trabalho. De vez em quando e até em alguns momentos cheguei a me emocionar”, relatou.

Mauricio de Sousa elogiou a estrutura da escola bilíngue português-japonês. “Adorei tudo o que eu vi aqui, o sistema, o comportamento da garotada, a orientação que vem dos professores, do diretor e o ambiente. Tudo isso que estou vendo aqui que é um ideal, o ideal seria para todas as escolas do Brasil”, afirmou.
Questionado por um dos alunos sobre o mistério em torno da dieta de Magali, personagem inspirada na filha do autor, Maurício de Sousa brincou. “Olha, se eu descobrir um dia isso eu vendo para um laboratório farmacêutico ou qualquer coisa assim e eu acho que dá para ganhar um dinheiro. Porque é o segredo que ela guarda com ela. A Magali, a minha filha, que inspirou o personagem, é exatamente igual a Magali da história em quadrinhos. Come, come, come e não engorda”, disse.
O cartunista lembrou de outras perguntas que costuma receber sobre a Turma da Mônica. “Por que que só o Cebolinha tem sapato, por que que a Mônica é tão forte? Às vezes eu criei coisas que eu não sei explicar. Mas a gente pode inventar, a história em quadrinhos dá para a gente inventar tudo, desde que seja uma informação coerente”, explica.

O escritor anunciou projetos nos quais está trabalhando tanto no Brasil quanto Japão. “Nós já estamos fazendo cartilhas ou explicando por exemplo como é a escola no Japão, para ajudar as crianças filhas de imigrantes que estão indo para lá para eles se adaptarem com mais facilidade”, disse. “Nós estamos dentro da escola japonesa também e estamos cada vez mais ligados à educação com o Ministério da Educação do Brasil também”, completou.
(Colaborou Patrick Motta)
