
Da Redação
MANAUS – O delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, afirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (31), que o jovem Caio Claudino de Souza, de 25 anos, suspeito de matar Silvanilde Ferreira Veiga, servidora do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), tentou roubar o celular da vítima. A servidora foi encontrada morta no apartamento dela, na Ponta Negra, zona oeste de Manaus, no último dia 21 de maio. Caio foi preso nesta terça-feira.
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Ricardo Cunha afirmou que Silvanilde saiu do apartamento por alguns instantes e retornou, momento em que o agente de portaria aproveitou para abordar a vítima.
“Na versão dele [Caio], ele bateu nessa porta. Só que não nos convenceu porque a dona Silvanilde fez uso de abertura dessa porta. Então, quem abre por dentro não registra abertura dessa porta. Tem o registro dela por fora. Então, estamos trabalhando com a hipótese de que ela ou deixou o lixo na lixeira ou iria se deslocar para o carro para pegar alguma coisa e nesse momento ele apareceu. Essa é a nossa versão. Na versão dele, ele diz que bateu no apartamento, mas as provas técnicas dizem outra coisa”, disse. A fechadura da porta é eletrônica e só abre com a digital por fora.
De acordo com o delegado, Caio exigiu que a servidora fizesse um pix para ele. “Possivelmente ela resistiu a isso daí e ali teve uma luta corporal e acabou, infelizmente, tirando a vida dessa senhora”.
O delegado informou que pelas imagens das câmeras de segurança do condomínio é possível ver Caio agindo de forma suspeita no elevador. “Nessa unidade nos chamou a atenção um agente de portaria que de forma muito nervosa estava fazendo uso desse elevador por diversos andares. Uma pessoa que estava incomodada, com claras características de quem estava sob efeito de entorpecentes e isso de pronto nos chamou a atenção. E como nós prevíamos, teve um momento ali que ele parou no 14º andar e por lá ficou por cerca de 13 minutos”, disse.
Segundo Cunha, o crime ocorreu no momento de troca de turno. “A troca do turno é de 18h. Então ele vai rapidamente para a guarita, troca essa blusa [farda], já coloca essa blusa ensanguentada debaixo do braço e já sai do condomínio o mais rápido possível”.
A delegada adjunta Marília Campello afirmou que há registro da entrada de Caio na residência. “Nós temos o horário exato da entrada dele neste apartamento, por conta da fechadura eletrônica do apartamento. Ele entra exatamente às 17h52”, disse Campello.
Segundo a delegada, a vítima não teve a possibilidade de defesa. “Nós temos a informação técnica da nossa perícia de que essa vítima não possui marcas de defesa. Pelo contrário, ela possui lesões que demonstram que ela foi imobilizada por ele”.
O delegado Ricardo Cunha também disse que o jovem não conhecia Silvanilde nem a família da servidora. “Foi um crime de oportunidade. Ele não conhece nem a filha, não conhece o genro. Obviamente que isso também está sendo investigado no inquérito policial. Mas, neste momento, damos esse crime como elucidado”, declarou.
Segundo Campello, Caio jogou o celular da vítima. “Ele estava bastante nervoso, andou até um posto de gasolina, pegou um Uber e acredito que ele tenha pensado em tudo que estava acontecendo ainda e resolveu se livrar do objeto com medo de que nós o encontrássemos”, afirmou.
Já a delegada afirma que a moto em que Caio aparece é do condomínio, usada para ronda no local, e que o agente de portaria usava o transporte público para voltar para casa.
Marília Campello disse que Caio não trabalhava no local. “Ele não trabalhava nesse condomínio, ele foi para dar apoio porque nesse dia estava acontecendo duas festas nesse condomínio. Chegou nesse condomínio por volta das 14h”, afirmou.
Campello diz que todas as informações coletadas pela Polícia Civil até o momento apontam para Caio como único autor do crime. “E em depoimento ele deixou claro que não houve mandantes do crime, foi um delito ali em que ele viu uma oportunidade, provavelmente sob efeito de entorpecentes”, disse. “O caso está elucidado, o autor está preso”, declarou.
A delegada afirma que o telefone, um Iphone 11, ainda não foi encontrado.

ESTÓRIA mal contada. Só porque não tem arrombamento, só porque tem a digital dela na hora que saiu (supostamente pra ir colocar o lixo na porta ou ir no carro pegar algo), o assassino a abordou aleatoriamente…nós poupe. Alguém pode ter ligado pra ela é a fez abrir a porta do apartamento e aí ele já estava lá de pronto para cometer o assassinato. Ah tava querendo dinheiro pra comprar pó ou remédio pro filho, porque jogou o celular pela janela…e o perito que chegou e afirmou não ter tido luta corporal nem ferimentos de defesa por parte da vítima ? (Mãos, braços?? ??. Mal contada