
Do ATUAL
MANAUS – Os réus Anthony Soares Loiola, Lauro Patrício Augusto de Lima e Sidnei Nazaré dos Santos foram condenados à prisão pelo homicídio de Alexandro de Souza Barcelar. O crime ocorreu em 2021 na cidade de Manacapuru (a 680 quilômetros de Manaus). O júri ocorreu em Manaus.
A transferência para a capital foi determinada após denúncia de que um dos réus havia tentado cooptar pessoas previamente convocadas para ficar à disposição da comarca para a função de jurado, conforme registrado em Boletim de Ocorrência anexado aos autos da Ação Penal nº 0602008-77.2021.8.04.5400. O fato, considerado grave, motivou a mudança do local.
Anthony Soares Loiola foi condenado a 19 anos de reclusão. Lauro Patrício Augusto de Lima recebeu a pena de 22 anos de reclusão, e Sidnei Nazaré dos Santos foi apenado com 19 anos e 3 meses de reclusão — todos em regime inicial fechado. Os dois primeiros réus cumprem prisão preventiva em Manaus e foram apresentados para participar do julgamento. Sidnei Nazaré dos Santos encontra-se foragido. Anthony e Lauro negaram a autoria do crime.
Na dosimetria das penas, a juíza Maria da Graça Giulietta Cardoso de Carvalho a extrema brutalidade da conduta dos réus. A vítima foi atingida por, no mínimo, 18 disparos de arma de fogo, muitos deles efetuados a curta distância e em regiões vitais do corpo.
Denúncia
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, em 16 de abril de 2021, por volta das 19h45, na Rua Regina Fernandes, bairro Aparecida, em Manacapuru, Anthony Soares Loiola, Lauro Patrício Augusto de Lima e Sidnei Nazaré dos Santos chegaram ao local em quatro motocicletas. Com a intenção de matar, o grupo cercou as pessoas que estavam na calçada e efetuou diversos disparos contra a vítima, que morreu na hora.
Momentos antes do crime, o réu Sidnei Nazaré sofreu uma tentativa de homicídio e recebeu a informação de que um indivíduo conhecido como Alexandro de Souza (conhecido como “Sapinho”) estaria envolvido no atentado.
Sidnei reuniu-se com os demais acusados para localizá-lo. Ao chegarem à cena do crime, os suspeitos perguntaram por “Sapinho” e “Frajola” e ao identificar o primeiro, fizeram os disparos contra Alexandro.
Da sentença, cabe apelação.
