
Do ATUAL
MANAUS – Três réus por homicídio qualificado foram condenados à prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Os réus são: Adriano Silva Marques, Lucas Uchôa Machado e Matheus Leandro de Oliveira Ramos. Eles foram acusados de matar Marcelo da Silva Vital no dia 1º de agosto de 2024. Um quarto réu no processo, Luiz Fernando Colares de Souza, foi absolvido de todas as acusações.
A sentença incluiu ainda roubo majorado e formação de organização criminosa armada. A Polícia Civil apurou que Marcelo foi morto porque se negou a emprestar o carro aos criminosos e recusou-se a apoiar ou prestar serviços para a facção.
A juíza Maria da Graça Giulietta Cardoso de Carvalho fixou as penas. Adriano Silva Marques, reincidente devido a uma condenação anterior por tráfico de drogas em 2023, teve a pena fixada em 32 anos e sete meses de reclusão.
Lucas Uchôa Machado, que acumula antecedentes por roubo e reincidência por tráfico de entorpecentes, recebeu a pena de 38 anos e 11 meses de reclusão. E Matheus Leandro de Oliveira Ramos foi condenado a 29 anos e dois meses de reclusão.
Adriano Silva e Matheus Leandro estavam presos preventivamente e foram apresentados para participar do julgamento. Lucas Uchôa Machado não compareceu, sendo julgado à revelia; diante da condenação, ele passa a ser considerado foragido da Justiça.
Por se tratar de penas superiores a 15 anos de prisão – e em total conformidade com o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Soberania dos Veredictos –, a magistrada determinou o cumprimento inicial em regime fechado e a execução imediata das penas, negando aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Denúncia
De acordo com a denúncia formulada pelo promotor de Justiça Flávio Mota Morais Silveira, o crime ocorreu na residência da vítima, na Comunidade Val Paraíso, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. Armados e proferindo palavras de ordem que exaltavam uma facção criminosa, os acusados invadiram o imóvel onde Marcelo da Silva Vital estava com a família.
Marcelo tentou proteger a filha de apenas três anos, abraçando-a. Sob forte violência, os agressores passaram a exigir as chaves do carro da vítima. Como o veículo não foi entregue imediatamente, eles atiraram no pé de Marcelo como forma de tortura.
Na sequência, ordenaram que ele deixasse a criança no chão e dispararam contra seu abdômen. O homem chegou a ser socorrido e passou por cirurgia no Hospital Platão Araújo, mas faleceu dez dias depois, em 11 de agosto de 2024. Ainda conforme a denúncia, além do homicídio, o bando roubou uma televisão de 43 polegadas.
