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Economia

Renda média de brasileiros nos EUA supera a de outros imigrantes e americanos

2 de julho de 2018 Economia
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Imigrante brasileiro nos EUA tem mais qualificação e renda média maior (Foto: BBC Brasil/Divulgação)

SÃO PAULO – Estudo de pesquisadores brasileiros divulgado em 2017 mostrou que os domicílios chefiados por imigrantes brasileiros tiveram uma renda domiciliar média de US$ 55.463 de dólares. Este rendimento anual foi superior ao dos domicílios chefiados pelos outros imigrantes (US$ 49.484) e superior ainda ao dos chefiados por americanos nativos (US$ 54.455).

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros com dados do governo americano e do Itamaraty revela que a comunidade brasileira nos Estados Unidos está mais integrada do que a média dos outros imigrantes no país, é mais qualificada e ganha melhor até do que os próprios americanos. Os dados compõem o livro ‘Brasileiros nos Estados Unidos: Meio Século refazendo a América (1960-2010)’ lançado em 2017 pelos pesquisadores Álvaro de Castro e Lima e Alanni Barbosa de Castro.

No estudo, os pesquisadores reuniram informações do censo norte-americano (American Community Survey) de 2014, os mais atuais disponíveis, na publicação. De acordo com o levantamento, os brasileiros nos Estados Unidos têm maior nível educacional que a média de todos os imigrantes, sendo que 46% têm ensino médio completo e superior incompleto e 30% são graduados no ensino superior, contra 35% e 23% dos demais.

Entre as regiões com maior concentração de brasileiros, a renda domiciliar média varia de US$ 75.632 na Califórnia a US$ 42.534 em Massachusetts. Nova York-Nova Jersey e a Flórida registram níveis de renda de US$ 56.472 e US$ 48.707, respectivamente. Enquanto os trabalhadores brasileiros recebem anualmente US$ 45.379 e os trabalhadores imigrantes de outras nacionalidades têm salários de US$ 37.312, os nativos recebem cerca de US$ 50.421 anuais.

As brasileiras apresentam o mesmo perfil de renda, ganhando mais do que todas as trabalhadoras imigrantes (US$ 35.295 para as brasileiras, US$ 32.572 para as outras imigrantes) e menos do que as mulheres nativas americanas (US$ 39.833).

Tanto as famílias quanto os indivíduos brasileiros tendem a ser menos pobres do que as populações imigrantes de outras nacionalidades e a americana. Em 2014, o nível de pobreza das famílias brasileiras era de 11%, comparado com 17% para todas as famílias imigrantes e 13% para as famílias nativas. De forma similar, o nível de pobreza individual dos brasileiros é mais baixo (13%), se comparado com 18% para todos os outros imigrantes e 15% para todos os nativos. Massachusetts tem o maior nível individual de pobreza entre os brasileiros (18%) seguido da Flórida (15%), Califórnia (13%), e Nova York-Nova Jersey (10%).

De acordo com o estudo, os brasileiros assumem o quinto lugar entre os proprietários de pequenos empreendimentos no país com dez anos ou menos de residência, e o décimo, entre os imigrantes com onze ou mais. O estado da Flórida assume, segundo os dados, o primeiro lugar com 36% das empresas, seguida pelo estado de Massachusetts (11%) e Nova York (9%). Os estados da Califórnia e Nova Jersey possuem cada um 8%, das empresas dos brasileiros, enquanto Geórgia e Connecticut, 4% cada. Juntos, esses estados agregam 80% dos brasileiros proprietários de pequenas empresas. Economista e Consultor Carlo Barbieri – Osford Group USA.

Para o economista e consultor brasileiro Carlo Barbieri, que vive e atua na Flórida (EUA) há mais de 30 anos, o resultado do estudo prova que a comunidade Brasileira está buscando cada vez mais o suporte por um processo migratório que privilegie muito além do status e do emprego. Segundo ele, a aposta no processo de planejamento tem sido fundamental para garantir o sucesso na nova vida nos Estados Unidos.

 

“Sem sombra de dúvidas contar com o suporte de uma consultoria especializada faz diferença para que os imigrantes brasileiros possam prosperar, com planejamento certo, ao chegar aqui nos Estados Unidos. A força do nosso povo, a qualidade técnica, competência e força de trabalho são inquestionáveis. Agregando a este perfil o suporte de um planejamento estruturado para investir, morar ou trabalhar nos EUA, não há como o resultado não ser o sucesso”, afirma o brasileiro, dono da consultoria Oxford, especializada em internalização de negócios, em Miami (EUA).

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Assuntos American Community Survey, eua, Imigrantes
Cleber Oliveira 2 de julho de 2018
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