
Do ATUAL
MANAUS – A reconstrução de duas pontes que desabaram na BR-319 (Manaus-Porto Velho/RO) deve durar um ano, segundo projeção de Antônio Leite dos Santos Filho, diretor-presidente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Ele revelou a estimativa em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Segundo Santos Filho, equipes do Dnit trabalham em três atividades distintas. A primeira foi restabelecer o tráfego na ponte sobre o rio Autaz-Mirim, já realizada com a passagem seca. Tubos de metal foram colocados no rio e aterrados formando a passagem. Sobre o rio Curuçá, o Dnit disponibilizou uma balsa para a travessia.
“Em novembro já estaremos contratando estas reconstruções. Um trabalho que irá durar aproximadamente um ano”, afirmou Santos Filho.
As causas das quedas de ambas as pontes ainda não foram identificadas. “A iniciativa da autarquia, desde o início, foi sempre tratar tudo com muita transparência. Inclusive já está em fase de contratação de um organismo externo ao Dnit, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que já esteve no local realizando levantamentos e inspeções técnicas para a elaboração de um laudo com total clareza dos fatos”, disse Santos Filho.
Por água abaixo
O aterro improvisado no rio Autaz Mirim é uma solução paliativa e que não sobreviverá à cheia dos rios, alerta o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB). O tráfego de veículos no local foi liberado de forma provisória na última terça-feira (25).

“A ruptura das pontes na BR-319 nos isolou. O Dnit deu uma solução provisória. Vejam, não há hipótese desta obra dar certo. Os rios amazônicos vão começar a subir, na verdade, já começaram a subir. Já está começando a chover. Fizeram uma ponte com três ‘bueirinhos’ que não vão dar vazão a um rio deste tamanho”, disse na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas desta quinta-feira (27).
A medida adotada pelo Dnit, segundo Serafim, é previsível. “Quando o rio encher vai levar esse aterro com tudo e nós voltaremos a ter o mesmo problema. A ponte segue caída no local e é possível visualizar que o nível que as águas do rio chegam são superiores ao do aterro, que será rapidamente encoberto pelas águas. Então, estão dando uma solução provisória que vai aguentar pouquíssimas semanas. Nós que moramos na Amazônia sabemos como as coisas funcionam. Isso me preocupa, espero que eu esteja errado, mas os meus olhos estão vendo algo que não tem como dar certo”, concluiu o deputado.
