
Do ATUAL
MANAUS – O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu notificação, nesta quarta-feira (6), à Ream (Refinaria da Amazônia), após o encalhe de um navio petroleiro no Rio Amazonas, próximo à costa do Tabocal, no município de Itacoatiara. O Ibama exige que a Ream apresente um relatório detalhado, em 24 horas, com informações sobre o incidente.
A embarcação, de grande porte, que encalhou na segunda-feira (4), transporta 8,5 milhões de litros de gasolina e 18 milhões de Nafta (subproduto do petróleo) para a refinaria. O petroleiro, ao encalhar, teve o casco danificado, mas os materiais estão em tanques que não foram atingidos, pois se trata de navio de casco duplo, informou o Ibama.
No documento, a refinaria deve detalhar o produto transportado pelo navio, identificar possíveis causas da avaria que resultou no encalhe e descrever as medidas de prevenção adotadas para mitigar possíveis danos ambientais.
Caso a refinaria não apresente o documento será multada em R$ 100 mil, conforme o Art. 81 do Decreto Federal no. 6.514, de 22 de julho de 2008. “Caberá também a empresa REM encaminhar Relatórios Diários à Superintendência do Ibama no estado do Amazonas”, informou o Instituto.
Em nota, a Ream informa que as providências para garantir a segurança do navio e prevenir contra vazamentos foram adotadas imediatamente. Confira a nota na íntegra.
Refinaria da Amazônia presta auxílio ao Navio Minerva Rita
A Refinaria da Amazônia (REAM) comunica que, na tarde de segunda-feira, 4 de dezembro, foi informada, através da equipe de Praticagem e Armador, sobre um incidente envolvendo o Navio M/V Minerva Rita (Navio) contratado pela Companhia para o transporte de gasolina e nafta.
Segundo as informações inicialmente reportadas pelos Armadores, o navio teria colidido possivelmente com pedras no Canal do Guajará durante sua rota de Manaus para Itacoatiara por volta das 09h30min daquele dia. Imediatamente após a ocorrência, o navio foi fundeado e, de forma imediata, a tripulação do navio adotou as medidas necessárias para manter a sua estabilidade, sendo assinalado, que não houve registro de poluição hídrica e nem de acidente pessoal.
Embora a REAM não tenha qualquer gestão náutica do Navio – que, ressalte-se, cabe aos Armadores e/ou Afretadores da embarcação, e tampouco tenha controle direto sobre a sua operação, logo que tomou conhecimento do incidente, a Companhia adotou todas as providências para oferecer o suporte necessário ao Navio e prevenir a ocorrência de qualquer evento de poluição ambiental. Tendo, ainda, comunicado o incidente às autoridades ambientais e marítimas, assim como à Agência Nacional de Petróleo – ANP.
Adicionalmente, não obstante terem os Armadores do Navio indicado não haver qualquer risco de vazamento de combustível (carga ou consumo), a REAM, de maneira preventiva e proativa, mobilizou (i) material de prevenção e contenção de óleo (incluindo balsas de apoio, defensas, mantas absorventes e barreiras de contenção), além de (ii) empurradores, balsas, mangotes e demais equipamentos necessários para viabilizar o transbordo dos produtos do Navio para outras embarcações, de forma parcial ou total, a fim de evitar qualquer risco de contaminação.
Neste contexto, houve por parte da Agência Marítima a contratação de equipe de mergulho para vistoriar a área possivelmente avariada do Navio. Constatou-se dano apenas em parte do casco externo da embarcação que, frise-se, possui casco duplo, estando o casco interno íntegro.
No dia seguinte ao incidente, a Companhia participou de uma reunião virtual com representantes da Marinha, Ibama e ANP esclarecendo as ações adotadas para evitar dano ambiental, tendo, no mesmo dia, acompanhado representantes do IPAAM e ANP até o local do incidente onde foi constatado que não havia poluição hídrica.
Na data de hoje, 06 de dezembro, a REAM acompanhou representantes do Ibama em uma nova avaliação onde, novamente, foi constato não haver poluição hídrica.
A Companhia aguarda a apresentação do plano de contingência por parte do Armador, devidamente aprovado pela autoridade marítima e demais órgãos, permanecendo no local do incidente de forma preventiva, com equipes e equipamentos de prontidão.
