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Dia a Dia

Reajuste dos professores não impacta a Prefeitura de Manaus, diz prefeito

18 de janeiro de 2023 Dia a Dia
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David Almeida
David Almeida afirma que antes do reajuste do piso pelo MEC, a Prefeitura já pagava salário superior ao mínimo exigido (Fotos: Dhyeizo Lemos/Semcom)
Do ATUAL

MANAUS – O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou na manhã desta quarta-feira (18) que o reajuste do piso salarial dos professores anunciado pelo MEC (Ministério da Educação) não vai impactar o orçamento do Município.

O salário inicial era de R$ 3.845,63 e foi para R$ 4.420,55, aumento de quase 15%. O valor considera uma jornada de 40 horas semanais na modalidade normal de ensino.

A declaração do prefeito ocorreu em entrevista coletiva durante evento para renovação do convênio do Passe Livre Estudantil. Na ocasião, David Almeida foi questionado sobre o alerta da CNM (Confederação Nacional de Municípios), que alega que o reajuste do piso do magistério não tem base legal.

“A Prefeitura já paga muito acima. A Prefeitura de Manaus, até o ano passado, pagava o terceiro melhor salário do Brasil para os seus professores. Pagamos praticamente R$ 1 mil a mais do que o que foi aumentado pelo Ministério”, disse.

Em 2022, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) concedeu o reajuste de 12,47%, referente à data-base do período 2021/2022.

Na rede municipal de educação, o vencimento de um professor de nível superior, em início de carreira, com carga horária de 20 horas semanais, é de R$ 2.343,03 e do professor com carga horária de 40 horas semanais, de R$ 4.686,06.

Em nota divulgada nesta terça-feira (17), a CNM afirma que não há base legal para o reajuste do piso nacional do magistério de 14,95% em 2023. Segundo a entidade, a medida trará impacto anual de R$ 19,4 bilhões apenas aos cofres municipais. No Amazonas, a Confederação informa que o impacto será de R$ 672,9 milhões.

“A CNM vem se posicionando sobre a inconstitucionalidade do reajuste desde janeiro de 2022, quando o Ministério da Educação anunciou o reajuste de 33,24% para o referido ano, apesar de haver parecer contrário da Advocacia-Geral da União (AGU)”, diz a nota.

De acordo com a CNM, há um vácuo legislativo que coloca em risco a segurança jurídica de aplicação do reajuste do piso, pois se baseia em critérios que remetem à Lei 11.494/2007, do antigo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), revogada pela Lei 14.113/2020, de regulamentação do novo Fundeb.

A CNM afirma que os governos Bolsonaro e Lula têm a mesma posição em relação ao reajuste do piso do magistério, preferindo não considerar o pacto federativo para não confrontar o movimento sindical dos professores.

“Destaca-se que o piso do magistério não impacta as contas do governo federal, pois quem paga são Estados e Municípios. Já quando se trata de medidas que impactam as finanças da União, como o salário mínimo e o valor per capita do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), há indefinição sobre o reajuste”, pontua a CNM.

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Assuntos David Almeida, destaque, MEC, piso salarial, professores
Redação 18 de janeiro de 2023
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