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zmanchete

Queda na produção industrial no Amazonas piora e setor espera definição sobre rumos políticos

10 de agosto de 2016 zmanchete
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Polo de duas rodas foi um dos mais atingidos pela retração econômica no PIM (Foto: Suframa/Divulgação)
Polo de duas rodas foi um dos mais atingidos pela retração econômica no PIM (Foto: Suframa/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – Centro de produção concentrada de bens duráveis, o PIM (Polo Industrial de Manaus) sofre o maior impacto da crise econômica. Fabricantes principalmente de eletroeletrônicos, motos, termoplásticos, componentes e computadores, as indústrias de Manaus estão praticamente paradas. A queda na produção industrial no Amazonas foi de -16,8% de janeiro a junho deste ano, revelou o IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado dos últimos 12 meses, o baque foi maior: -18,1%.

Esse índice foi o maior entre os Estados que apresentaram baixa na atividade industrial. No Espírito Santo, a queda foi de -14,4%, Pernambuco (-11,2%) e São Paulo (-11%). Apenas dois estados tiveram crescimento neste tipo de comparação temporal: Pará (5,6%) e Mato Grosso (9%).

Na passagem de maio para junho, a queda no Amazonas foi de -0,3%. “Este ano a situação está pior, infelizmente. Não é surpresa essa queda. Como os bens que produzimos não fazem parte do grupo de primeira necessidade, sofremos mais”, disse o empresário Wilson Périco, presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas).

O Amazonas não é o único em baixa. Também registraram queda na atividade industrial o Espírito Santo (-9,8%) e Bahia (-1%) no primeiro semestre de 2016. Apenas em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE houve aumento: Rio de Janeiro (5,7%), Santa Catarina (5,4%), Pará (4,9%), Rio Grande do Sul (4,6%) e Paraná (3,5%).

Périco avalia que a situação deve melhorar somente após o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT-RS). O empresário projeta um prazo de 18 meses para o setor industrial no Estado voltar a crescer. “Agora é torcer, aguardar as definições no rumo político do País e as ações a serem implementadas para que nós possamos, em um primeiro momento, frear e estabilizar esse processo de queda. Uma vez estabilizado, dentro dois a três meses, com a retomada na oferta de empregos, a gente terá um otimismo novo. Isso não vai acontecer do dia para noite”, declarou.

Conforme o presidente do Cieam, essa retração na produção industrial é consequência de uma série de equívocos na política econômica do governo federal. “Para reverter, será necessário também uma série de medidas de ajustes e estímulos à atividade econômica. Creio que isso só deverá ocorrer daqui a dez ou 18 meses”, disse.

Empregos

Um dos efeitos diretos da retração econômica foi a queda na geração de empregos. Em 2014, ano em que a economia ainda não havia sido atingido pela crise, as indústrias do PIM pagaram R$ 2,652 bilhões em salários. Em 2015, esse custo caiu para R$ 1,518 bilhão, segundo indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus. Ainda não há dados atualizados deste ano.

“Hoje, não chegamos a 80 mil empregos no PIM. A perda de postos de trabalho é outro efeito perverso da crise. E não se trata apenas de demissão de trabalhadores. Pessoal produtivo desempregado é consumidor sem renda e, portanto, sem poder de compra. Ou seja, não há consumo também”, comentou Wilson Périco.

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Assuntos Cieam, PIM, suframa
Cleber Oliveira 10 de agosto de 2016
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