
Da Redação
MANAUS – Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido em quatro acidentes de trânsito em Manaus na manhã desta terça-feira, 9. Às 5h30, Getúlio Barbosa Nery, de 62 anos, morreu ao ter a Kombi atingido por um ônibus na Avenida Rodrigo Otávio, zona sul de Manaus. A Kombi foi atingida pela lateral e ficou totalmente destruída. Getúlio não resistiu aos ferimentos.
Às 6h30, um ônibus do transporte público de passageiros pegou fogo na Avenida Atlântica, zona centro-oeste da cidade. Ninguém ficou ferido.
Na Comunidade Terra Nova, na zona norte, um micro-ônibus do transporte especial e bateu em uma moto na Rua São Eusébio, esquina com Avenida Tenente Roxana Bonessi. O motociclista foi arremessado e teve fraturas na cabeça, nos braços e no torax. O estado de saúde dele é grave.
Outro acidente envolveu cinco veículos na Avenida Jota, zona norte de Manaus, por volta das 11h30. Um ônibus atingiu um caminhão baú. Com o impacto, a cabine do ônibus ficou destruída e o motorista preso nas ferragens. Ele foi resgatado pelos bombeiros. Três carros também foram atingidos.
Mortes no trânsito
Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), o número de mortes no trânsito em 2020 aumentou 78% comparado ao mesmo período de 2019. Foram 107 mortes de janeiro a julho deste ano, enquanto que em 2019 foram 60 mortes.
Nos meses de junho e julho, com a retomada das atividades econômicas em Manaus, houve 35 mortes decorrentes de acidentes no trânsito. Nesse mesmo período de 2019 foram registradas 28.

O motorista de aplicativo Alexandre Matias, 38, que também é representante da Associação dos Motoristas de Aplicativo de Manaus, se diz preocupado com a imprudência nas ruas da capital. “Hoje foi um dia excepcional, normalmente as terças-feiras são os dias mais fracos, mas hoje é uma segunda-feira (por causa do feriado), então tá todo mundo tentando chegar mais rápido no trabalho, tentando ir pro almoço mais rápido. Nós estamos preocupados com essa situação. No pós pandemia acrescentamos mais de 5 mil motoristas nas plataformas, são mais de 10 mil carros no transito e com isso há um agravo”, disse.
Para Alexandre, a falta de fiscalização é o principal motivo dos acidentes. “Percebo uma redução das blitz policiais. Antes da pandemia nós encontrávamos blitz em tudo que é lugar da cidade. Hoje a gente encontra em alguns lugares, não encontra em outros, lugares perigosos não tem blitz, onde tem movimentação de público não tem blitz. Como o IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) tem um déficit de agentes, então não há como multar o motorista e o que causa maior medo nos motoristas é a multa, doeu no bolo ele para de cometer infrações”, disse.
O IMMU foi consultado sobre a ficslização, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O Detran também foi consultado sobre a situação e também não retornou às indagações.
