Com o projeto de lei que institui o Programa de Regionalização de Aquisição de Produtos Oriundos de Fibras Naturais Vegetais do Estado do Amazonas, o governo do Estado pretende regulamentar a produção de piaçava e outras fibras vegetais e resolver duas questões graves: o trabalho análogo à escravidão dos extrativistas e o baixo preço pago pelos atravessadores. Na questão do preço, o governo vai adquirir a produção de vassouras como já faz com a agricultura familiar para a merenda escolar e com o Programa de Aquisição de Móveis Escolares (Promove). Há dois riscos na proposta: a descontinuidade, em caso de mudança no governo, e a dependência dos produtores das compras do Estado. A fiscalização das condições de trabalho também é difícil em Barcelos (a 396 quilômetros de Manaus), maior produtor de piaçava no Amazonas. A retirada da fibra ocorre na floresta.

