
Do ATUAL
MANAUS – Dez escolas públicas do Amazonas passarão a contar com biodigestores para transformar resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante. A primeira unidade a receber o equipamento será a Escola Estadual Cid Cabral, em Manaus, onde a instalação está prevista para o dia 10 de agosto.
A iniciativa faz parte do projeto Escolas do Futuro, desenvolvido pela Amazônia B em parceria com a Eneva e o Instituto Ecoleta. Segundo os organizadores, cerca de 5 mil estudantes serão beneficiados em quatro escolas de Manaus, duas de Silves, duas de Itapiranga e duas de Rio Preto da Eva.
Na Escola Estadual Cid Cabral, que atende aproximadamente 250 alunos em tempo integral e prepara cerca de 750 refeições por dia, a expectativa é que cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos sejam destinados mensalmente ao biodigestor. O material será convertido em biogás, utilizado na cozinha da escola, e em biofertilizante para hortas e áreas verdes.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, cada biodigestor tem capacidade para processar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia. Após a instalação, o equipamento passa por um período de 25 a 30 dias para a formação da microbiota responsável pelo processo de biodigestão, quando então começa a produzir biogás e biofertilizante.
Segundo a organização, a implantação dos equipamentos nas dez escolas poderá evitar que mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos sejam encaminhadas a aterros sanitários ao longo de um ano. A estimativa é de que a iniciativa também reduza a emissão de aproximadamente oito toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e até 300 quilos de metano no mesmo período.
Além da produção de energia e biofertilizante, o projeto prevê o uso dos biodigestores em atividades pedagógicas relacionadas à educação ambiental, economia circular e bioeconomia. No lançamento, os estudantes participarão de oficinas, visitas ao equipamento e atividades sobre reaproveitamento de resíduos e sustentabilidade.
