
Por Iolanda Ventura e Alessandra Taveira, da Redação
MANAUS – Professores da Asprom Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus) querem a volta das aulas presenciais em Manaus somente após receberem a imunização completa contra a Covid-19 e 15 dias após o recebimento da segunda dose.
Em protesto em frente à sede da Prefeitura de Manaus na manhã desta terça-feira, 18, a categoria ameaçou greve caso a reivindicação da categoria não seja atendida.
Um dia antes, o Sinteam (Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) também defendeu a mesma proposta, de retorno das aulas presenciais só após 15 dias da aplicação da segunda dose nos profissionais da educação.
Lambert Melo, coordenador de comunicação da Asprom, afirma que, no momento, a categoria está em estado de greve, um alerta para a deflagração da paralisação. Segundo ele, se a proposta não for atendida, na quinta-feira, 20, os professores farão uma assembleia geral para votar o indicativo de greve para então decidirem que data a paralisação ocorrerá.
“Caso essa imunização não seja garantida e o prefeito queira obrigar os professores a retornarem para a sala de aula sem estarem imunizados, estamos dispostos a deflagrar uma greve”, disse.

Segundo o professor, durante a manifestação, a presidente da Asprom, Elma Sampaio, e outros representantes do sindicato, conseguiram uma reunião.
“Estamos aguardando para sermos recebidos pelo chefe de gabinete do prefeito, já que o prefeito não está na prefeitura”, disse.
Lambert diz haver uma contradição na determinação para a volta às escolas e as orientações da prefeitura.
“O próprio prefeito manda colocar propaganda nas ruas da cidade, informando a população que a imunização só acontece após a segunda dose e aí ele determina que os professores retornem para a sala de aula sem nem ter pegado a primeira dose”, criticou.

A professora da rede municipal Cleide Gomes de Almeida afirma que dar aula de casa é mais difícil, mas é contra a volta às escolas com somente uma dose da vacina. “Uma dose não imuniza ninguém”, disse.
Cleide Gomes rebate críticas de que em casa professores trabalham menos. Segundo a docente, o horário de trabalho é maior, há mais investimentos e há alunos que não têm bom acesso à internet.
“Trabalho de ligar para aluno, dividir internet, pagar outra internet, R$ 70 não dá para pagar nem (internet) de chip. Se você ver a quantidade de professores que fizeram investimento de material para trabalhar é fora de série”, afirmou.
A professora Edilene Peres diz que a maioria das escolas municipais, principalmente das zonas norte e leste, são prédios alugados sem estrutura adequada. “São prédios que são iguais umas caixas”, disse.
Edilene Peres diz que não dá para comparar com instituições privadas. “A escola particular tem salas amplas, ventilação, distanciamento, organização, material humano para trabalhar. Enquanto que na pública só é professor e diretor e eles que se virem”, disse.

Plano de retorno
Lambert afirma que o plano de retorno da Semed (Secretaria Municipal de Educação) não contemplou adequações na estrutura das escolas.
“Primeiro é preciso que todas as escolas tivessem tido reformas nas janelas das salas de aulas para garantir a circulação de ar natural e é uma determinação da Organização Mundial da Saúde”, disse.
Lambert diz que é preciso ter um controle sobre o transporte coletivo urbano.
“Nós sabemos que os ônibus andam superlotados, sem nenhuma higienização, sem álcool em gel, sem máscara e sem fiscalização”, afirmou.
O ATUAL procurou a Semed e perguntou qual a proposta para evitar a greve e qual o plano de retorno apresentado pela pasta para a volta às aulas presenciais. O ATUAL aguarda a resposta.
(Colaborou Murilo Rodrigues)

Incrível esses professores, pra ta em um banho em festa,eles podem, agora voltar a dar aula nao podem. Bando de hipócrita.