
Do ATUAL
MANAUS – Professores da rede municipal de ensino de Manaus anunciaram greve em reação à aprovação, em primeiro turno, do projeto de reforma da previdência dos servidores municipais, nesta quarta-feira (5), pelos vereadores da CMM (Câmara Municipal de Manaus). Dos 40 parlamentares presentes na sessão, 10 votaram contra a reforma.
Representante do Aspromsindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus), a professora Elma Sampaio classificou o projeto como o “PL da Morte” e afirmou que a aprovação “derruba nosso sonho de aposentadoria”.
Elma Sampaio lembrou que a categoria decidiu por indicativo de greve caso a proposta fosse aprovada em plenário. A assembleia de deflagração da paralisação está marcada para sexta-feira (7) na Praça da Polícia.
“De maneira repentina, de maneira covarde, onde nós não tivemos tempo de mobilizar a nossa categoria para estar aqui na Câmara Municipal de Manaus […] Agora, nós da educação não temos outra coisa a fazer do que deflagrar a greve, porque nós dissemos que, se esse PL fosse aprovado, uma greve na educação seria deflagrada”, disse.
A proposta altera as regras do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) do município, afetando diretamente os servidores públicos, incluindo os profissionais da educação. O texto aprovado eleva a idade mínima para aposentadoria — 65 anos para homens e 62 para mulheres — e estabelece um tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Também prevê mudanças no cálculo dos proventos e a criação de um regime complementar para novos servidores.
“Enfim, é um prejuízo total para os servidores públicos. É uma imoralidade o que aconteceu aqui nessa Casa legislativa”, disse Elma Sampaio.
Antes da votação, eles realizaram manifestações em frente à CMM pedindo o arquivamento do projeto. As entidades sindicais argumentam que as novas regras impactam diretamente os profissionais próximos da aposentadoria e ampliam o tempo de permanência no trabalho.
