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Dia a Dia

Professores de Manaus em greve ‘não estão legalizados’, afirma Asprom

25 de maio de 2023 Dia a Dia
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Lambert Melo explicou sobre atuação do Asprom Sindical (Foto: Felipe Campinas/ATUAL)
Por Felipe Campinas, do ATUAL

MANAUS – Professores e pedagogos da rede pública estadual que trabalham em Manaus e que estão em greve “não estão legalizados”, disse o professor Lambert Melo, coordenador jurídico do Asprom Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus). Ele foi o entrevistado do programa ‘O A DA QUESTÃO’ desta quinta-feira (25), disponível no Youtube.

De acordo com Lambert Melo, a greve deflagrada pelo Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) no dia 17 deste mês “não é ilegal”, mas servidores da Seduc localizados na capital que aderiram à paralisação estão em “condição precária”, sujeitos a “penalidades”, porque a entidade que os representa é o Asprom, que ainda não deflagrou greve.

“A greve que foi deflagrada pelo Sinteam não é ilegal. O Sinteam representa trabalhadores da Educação dos municípios do interior do estado. É uma greve legal. Agora, infelizmente, os professores que trabalham aqui na capital que aderiram a essa greve estão em uma condição precária porque não estão legalizados”, afirmou Lambert Melo.

“Eles estão em uma greve de um sindicato que não os representa, que não tem a representatividade jurídica deles. Portanto, se o patrão, no caso, o governo do estado, quiser aplicar qualquer tipo de sanção, de penalidade, este sindicato que está conduzindo esta greve não poderá defendê-los porque não tem a juridicidade para fazê-lo”, completou o coordenador.

Professores bloquearam trânsito em frente a Assembleia Legislativa (Foto: Marcelo Moreira/ATUAL)
Professores em greve promoveram manifestação em frente a Assembleia Legislativa (Foto: Marcelo Moreira/ATUAL)

O Asprom convocou professores e pedagogos da rede pública estadual para assembleia que será realizada nesta sexta-feira (26), a partir de 9h, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora do Rosário, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. Na ocasião, a categoria pretende deflagrar a greve e fortalecer a mobilização em prol do reajuste salarial.

A representatividade dos trabalhadores da Educação em Manaus é motivo de embate entre o Asprom e o Sinteam há alguns anos. Lambert explica que desde 2016 a categoria que atua em Manaus é representada pelo Asprom, mas que esse entendimento ainda precisa ser “disseminado no interior da categoria para que todos compreendam essa dinâmica”.

“O Sinteam tem as condições de defender a categoria dos professores e pedagogos que trabalham no interior do estado, na Seduc. E o Asprom Sindical sendo responsável pela categoria dos professores e pedagogos da Seduc que trabalham em Manaus. Isso, ao invés de enfraquecer, fortalece”, disse Lambert Melo.

Greve

Questionado sobre a ação apresentada na Justiça na última segunda-feira (22) para garantir que o Asprom participe das negociações a respeito do reajuste salarial, Lambert explicou que o sindicato tentou, no dia 17 de abril deste ano, pautar a deflagração do movimento grevista, mas a assembleia não alcançou o quórum mínimo de trabalhadores.

Nesse mesmo evento, ficou decidido que a base de servidores da Educação iria fazer novo pedido de assembleia para se “rediscutir a deflagração da greve. Segundo Lambert, o documento foi feito e recebeu assinatura de mil assinaturas, suficiente para convocar a assembleia que será realizada nesta sexta-feira, na zona norte de Manaus.

“Esse documento foi feito pela base da categoria dos professores da capital e já se atingiu a quantidade das mil assinaturas que foi estabelecida na assembleia e, portanto, essa assembleia foi convocada. Ela será realizada amanhã e , provavelmente, a manhã será deflagrada a greve para os professores da Seduc que trabalham aqui em Manaus”, disse o coordenador do Asprom.

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Assuntos Asprom Sindical, destaque, greve, Lambert Melo, Reajuste salarial
Felipe Campinas 25 de maio de 2023
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14 Comments
  • Olavo disse:
    25 de maio de 2023 às 12:26

    Esse cara só quer o holofote pra ele. A greve é justa sim.. Se ele não quer juntar a Asprom, é pq tá de caso com o governo, em vez de defender a classe dos professores.

    Responder
    • Helen disse:
      26 de maio de 2023 às 16:50

      Sou professora e a Asprom não me representa, pois antes de ser professora sou uma servidora pública do Estado do Amazonas. Ora essa greve não é da cidade de Manaus é do estado do Amazonas, ela não é somente dos professores, mas dos servidores da educação.
      As lideranças da Asprom deveriam respeitar os servidores que estão legitimando essa greve.

      Responder
  • Alex Junior disse:
    25 de maio de 2023 às 15:23

    Este senhor chamado Lambert não representa os professores do estado do Amazonas, ele sempre deu rasteira na categoria, os professores seguem dentro das normativas a greve é legal, constitucional e também segue todos os trâmites.

    Responder
    • Santos disse:
      26 de maio de 2023 às 22:21

      O desconto já aconteceu! O que era para vir mês que vem, já aconteceu! O governo não respeita professor, não se quiz diálogo e não vai querer. O governo esquece que os professores é a maior classe de funcionários públicos e além disso, os professores são formadores de opinião. Os alunos entendem que lutamos por direitos, os pais entendem. Ninguém quer aula online (Ninguém aprende). Os professores nunca irão esquecer o contracheque quase zerado. Isso nunca aconteceu. E a asprom não tem respaldo legal pra representar pois já existia um sindicato quando eles vieram com isso. Pra ver que o desconto no contracheque dos professores sindicalizados é pelo SINTEAM!

      Responder
  • junior disse:
    25 de maio de 2023 às 16:26

    O salário dos professores do AM é um dos maiores do país. Eles devem entender a situação socioecononômica que o país vive e voltarem a trabalhar. Falta bom senso!

    Responder
    • Ana disse:
      25 de maio de 2023 às 19:42

      Falta é informação para você 😉

      Responder
    • Márcio Barbosa disse:
      25 de maio de 2023 às 22:40

      A greve é um direito justo, tendo em visto o não cumprimento dos reajustes da nossa base.

      Responder
      • JAYSSA disse:
        27 de maio de 2023 às 07:56

        É fácil falar quando você não é professor e não vive em municipios onde você paga R$50,00 reais por um frango, onde o litro da Gasolina é R$7.50. Se não vai apoiar, não atrapalha.

        Responder
    • Syd disse:
      26 de maio de 2023 às 18:50

      É tão bom quebs políticos deveriam ganhar como os professores. E para a sua informação não estamos pedindo aumento salarial e sim um reajuste de perdas de 2 anos, o que equivale que nossos ganhos foram desvalorizados em 25%. Esse reajuste é uma Lei que determina uma data-base para acontecer. Resumindo: O Governo do Estado está descumprindo o que está garantido por Lei. A informação foi dada, agora só falta a consciência ser exercitada.

      Responder
  • Alexandre de Moraes. disse:
    25 de maio de 2023 às 16:31

    O Sinteam representa todos os professores do Estado do Amazonas. Asprom não tem credibilidade.

    Responder
  • Paulo Batista de Lima disse:
    26 de maio de 2023 às 05:31

    A união faz a força. A greve é a melhor forma de luta para garantir os direitos trabalhistas.e não deve ser uma camisa de força ou seja, dois sindicatos em brigas internas, porém na luta pelo mesmo objetivo. Espero que o Asprom e o Sinteam se unam para conseguir as metas sindicais para a categoria.

    Responder
  • Luis disse:
    26 de maio de 2023 às 05:58

    Parabéns, disse tudo e concordo com o sr,é mais um para desestabilizar o movimento. Esta correta essas reivindicações da classe👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

    Responder
  • James Magaiver disse:
    26 de maio de 2023 às 09:55

    O governo tem dinheiro e aos montes desviam daqui dali é o caso do filme dos trapalhões de circo que quem são os palhaços somos nós e o governo só quer o acumulo das riliquezas no bolso deles

    Responder
  • Rosely disse:
    26 de maio de 2023 às 11:09

    Se não vai ajudar na luta dos servidores da educação, não atrapalha. SINTEAM representa os profissionais da educação em Manaus e no interior.

    Responder

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