
Por Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – A produção nacional de leite foi de 35,7 bilhões de litros em 2024, uma alta de 1,4% em relação a 2023. “O aumento de 1,4% em relação ao ano anterior resultou em um recorde da produção leiteira, considerando a série histórica. Ao mesmo tempo, houve redução na quantidade de vacas ordenhadas”, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ao divulgar os indicadores da Produção da Pecuária Municipal 2024 nesta quinta-feira (18).
A Região Sudeste assumiu a liderança na produção de leite, com 33,7% do total nacional, seguida pelo Sul (33,4%), Nordeste (18,0%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (4,7%).
No ranking estadual, Minas Gerais deteve a maior produção, 9,8 bilhões de litros de leite, o equivalente a 27,4% da produção nacional. Paraná produziu 4,6 bilhões de litros, 12,9% do total nacional, e Rio Grande do Sul deteve 4,0 bilhões de litros, uma fatia de 11,3%.
Entre os 5.482 municípios com alguma produção de leite de vaca, Castro, no Paraná, se destacou com 484,4 milhões de litros, 1,4% do total nacional. A segunda posição ficou com Carambeí, no Paraná, com 293,1 milhões de litros, uma fatia de 0,8% da produção brasileira, seguido por Patos de Minas, em Minas Gerais, com 226,9 milhões de litros, 0,6% de participação.
“Por meio da diferença entre o total de leite produzido no País (35,7 bilhões de litros), estimado pela PPM, e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (25,4 bilhões de litros), obtida pela Pesquisa Trimestral do Leite, também do IBGE, é possível inferir que o volume de leite submetido à inspeção sanitária correspondeu a 71,0% do total nacional em 2024”, afirma o IBGE.
O efetivo de vacas ordenhadas foi de 15,1 milhões de cabeças, queda de 2,8% em relação a 2023. A produtividade média nacional ficou em 2.632 litros por vaca por ano.
Valor de produção
O valor de produção do leite totalizou R$ 87,5 bilhões em 2024, aumento de 9,4% em relação a 2023. O preço médio estimado foi de R$ 2,45 por litro de leite no ano passado, um avanço de 7,9% ante os R$ 2,31 pagos no ano anterior.
“As importações de leite continuaram a crescer em 2024, sendo 4,6% superiores ao volume importado em 2023 (em equivalente leite). Contudo, esse aumento não foi suficiente para pressionar os preços para baixo”, observou o IBGE.
Produto de origem animal
Segundo o IBGE, o valor de produção dos principais produtos de origem animal no país alcançou R$ 121,1 bilhões em 2024, aumento de 8,2% em relação ao ano anterior. O grupo inclui leite de vaca, ovos de galinha, ovos de codorna, mel, casulos de bicho-da-seda e lã de ovelha.
O leite concentrou 72,3% do valor total de produção em 2024, R$ 87,5 bilhões, seguido pelos ovos de galinha, com 26,3% de participação, somando R$ 31,9 bilhões, e pelo mel, com fatia de 0,8%, R$ 1,0 bilhão.
O Estado de Minas Gerais registrou o maior valor de produção, 22,7% do total nacional, o equivalente a R$ 27,5 bilhões, sendo 87,9% desse montante oriundo da produção de leite. O Paraná alcançou um valor de produção de R$ 15,3 bilhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 12,1 bilhões.
Quanto ao ranking municipal, Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, tem o maior valor de produção deste grupo de produtos, R$ 1,8 bilhão, sustentado pela produção de ovos de galinha.
O segundo município do ranking é Castro, no Paraná, com R$ 1,3 bilhão, graças à sua produção leiteira. O terceiro lugar ficou com Bastos, em São Paulo, com R$ 1,3 bilhão gerados, impulsionado por ovos de galinha.
