
Do ATUAL
MANAUS – Os fabricantes de bicicletas na Zona Franca de Manaus produziram 53,1 mil unidades em novembro, volume 28,3% menor que as 74,1 mil unidades registradas no mesmo mês de 2021 e 2,9% inferior ao total produzido em outubro (54,7 mil bicicletas). O segmento é impactado pela readequação em toda a cadeia logística, segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Bicicletas).
De janeiro a novembro 584,4 mil bicicletas saíram das linhas de montagem do Polo Industrial de Manaus, o que corresponde a uma retração de 19,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (723,9 mil unidades).
Cyro Gazola, vice-presidente da Abraciclo do segmento de bicicletas, explica que as fabricantes mantêm os ajustes programados nas linhas de produção para se adequar à nova demanda do mercado, que pede por modelos de médio e alto valor agregado.
“Essas mudanças, que exigiram ajustes em toda a cadeia logística, não refletiram nos negócios do varejo”, explicou. “Os centros de distribuição e a lojas estão abastecidos para atender à demanda neste final de ano que costuma ser alta”.
Cyro Gazola diz que a bicicleta é cada vez mais procurada pelas pessoas que querem utilizar um meio de transporte mais sustentável e econômico, fugindo do trânsito nas cidades. “Os ganhos não ficam restritos a uma melhor mobilidade urbana. Há, ainda, a inclusão social e os benefícios para a saúde, como a melhora do condicionamento físico e a redução dos níveis de estresse”, completou.
Gazola acredita que o segmento de bicicletas passará por um cenário mais favorável em 2023. “Teremos um novo governo e, embora existam incertezas quanto ao direcionamento da economia, apostamos num cenário positivo em relação à retomada do poder aquisitivo da população”, disse.
Distribuição por região

A região Sudeste foi a que mais recebeu bicicletas produzidas em Manaus. No total, foram 32,5 mil unidades, o que corresponde a 61,1% do volume fabricado em novembro. Na sequência, ficaram o Sul (7,9 mil bicicletas e 14,9% da produção), o Nordeste (5,8 mil unidades e 10,9%), o Norte (4,1 mil bicicletas e 7,7%) e o Centro-Oeste (2,9 mil unidades e 5,4%).
No acumulado do ano, as três primeiras posições foram mantidas: Sudeste (354,8 mil bicicletas e 60,7% do total produzido), Sul (103,6 mil unidades e 17,7%) e Nordeste (57,3 mil bicicletas e 9,8%). O Centro-Oeste ficou em quarto lugar (38,2 mil unidades e 6,5% da produção), seguido pelo Norte (30,6 mil bicicletas e 5,2%).
Exportações
Os embarques para o mercado externo avançaram 21,9%. Em novembro foram exportadas 6,1 mil bicicletas, ante as 4,9 mil unidades registradas no mesmo mês do ano passado. Na comparação com outubro, a alta foi de 56,1% (3,9 mil bicicletas).
Segundo levantamento do portal Comex Stat, que apura os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, os países do Mercosul foram os principais destinos. Em primeiro lugar, ficou o Paraguai (5,3 mil bicicletas e 86,5% das exportações). Na sequência, vieram a Bolívia (508 unidades e 8,4% do total exportado) e o Uruguai (310 bicicletas e 5,1%).
De janeiro a novembro, as exportações totalizaram 27,2 mil unidades, alta de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado (23.445 bicicletas).
O Paraguai também lidera o ranking do acumulado do ano. Segundo o levantamento do Comex Stat, analisados pela associação, o país vizinho recebeu 18,2 mil bicicletas, o que representa 66,9% das exportações. Em segundo lugar, ficou o Uruguai (4,3 mil unidades e 15,9% do volume exportado) e em terceiro, a Bolívia (2 mil bicicletas e 7,4%).
