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Política

Procuradoria Federal contesta comemoração de 31 de março de 1964

26 de março de 2019 Política
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Bolsonaro aprovou a mensagem que será lida em quarteis e guarnições militares
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

BRASÍLIA – Em nota pública divulgada nesta terça-feira, 26, a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão), do Ministério Público Federal, contestou a recomendação do presidente Jair Bolsonaro para que quarteis e guarnições militares comemorem o dia 31 de março de 1964.

Nessa data, o então presidente João Goulart foi destituído, e as Forças Armadas assumiram o poder por 21 anos (1964-1985) no país. Para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, a celebração da instituição do regime militar “representa a defesa do desrespeito ao estado democrático de direito”.

A nota pública, assinada pelos procuradores Deborah Duprat, Domingos Sávio Dresh, Marlos Weichert e Eugênia Gonzaga, diz que Jango assumiiu o cargo de acordo com a Constituição de 1946, e o governo era legítimo.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro aprovou a mensagem que será lida em quarteis e guarnições militares no próximo dia 31 de março, em alusão à tomada de poder pelos militares em 1964.

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Assuntos Bolsonaro, ditadura militar, Procuradoria Federal
Redação 26 de março de 2019
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