
Do ATUAL
MANAUS — A alça superior do viaduto Passarão de 326 metros de extensão foi liberada para o tráfego de veículos na manhã desta terça-feira (15). A primeira etapa da obra na Avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança, na zona oeste de Manaus, é no sentido Ponta Negra-Centro. A liberação ocorre quatro meses antes do prazo inicialmente previsto, que era janeiro de 2027.
O prefeito Renato Júnior (Avante) disse que uma vistoria técnica realizada antes constatou que a sinalização horizontal e vertical e a iluminação estavam concluídas. Tapumes no entorno da pista não comprometem o fluxo de automóveis.
O trecho entregue corresponde apenas à primeira das três fases do complexo viário do Passarão. Faltam a pista em nível e a passagem subterrânea, que envolverá escavações e estaqueamentos. De acordo com o prefeito, 47% do projeto foi executado. A estrutura elevada, a parte mais complexa, foi concluída com antecedência.
O complexo viário Passarão agilizará o tráfego na confluência das avenidas Brasil e Coronel Teixeira, e é formado por três estruturas complementares: um viaduto elevado, uma trincheira e uma rotatória em nível. Juntas, elas foram projetadas para redistribuir o fluxo de veículos e melhorar a ligação entre os bairros Compensa, Lírio do Vale, Nova Esperança, Santo Agostinho e Ponta Negra.
Na prática, cada estrutura resolve um tipo de conflito de trânsito diferente:
- O elevado (alça superior) permite que quem vem da Ponta Negra suba ao viaduto e desça nas proximidades do supermercado DB, eliminando um dos cruzamentos que hoje concentra o maior volume de veículos da região.
- A trincheira proporciona aos motoristas que trafegam pela avenida Brasil atravessar o cruzamento por baixo, sem interferir no trânsito da superfície, com saída nas proximidades da entrada do bairro Lírio do Vale.
- A rotatória em nível organiza retornos e acessos em todos os sentidos, conectando os bairros do entorno.
Na área circulam, em média, 17 mil veículos nos horários de pico. Segundo a Prefeitura, o objetivo central do complexo é desafogar um dos pontos mais críticos da mobilidade urbana da cidade, reduzir congestionamentos crônicos e diminuir o tempo de deslocamento de quem circula diariamente pela zona Oeste para trabalhar, estudar ou voltar para casa.
Questionado sobre o tempo de deslocamento, o prefeito informou que, no trecho do bairro-Centro, o congestionamento costuma durar entre 30 e 50 minutos diariamente, chegando a 1h10 no sentido Centro-bairro em horários de pico. Com a nova alça, a expectativa é de uma redução de 30 a 45 minutos nesse trajeto.
