
Da Redação
MANAUS – A Prefeitura de Manaus começou a pagar R$ 1 mil a 917 camelôs que ocupavam calçadas no Centro de Manaus. A bolsa-auxílio, repassada pela Semmasdh (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos), é para garantir que não voltem ao antigo local de ocupação. Os beneficiários aguardam alocação nos centros de comércio popular, conforme estabelece o Decreto nº 4.054, de 24 de abril de 2018. Ao receber o auxílio, os trabalhadores assumem o compromisso de não retornar à informalidade das ruas do Centro de Manaus ou demais logradouros públicos, sob pena de perda do benefício.
“A iniciativa tem como objetivo reduzir os déficits operacionais dessas pessoas que estão, efetivamente, trabalhando ou aguardando alocação definitiva nos centros populares. Estamos cumprindo a determinação do prefeito Arthur Neto em oferecer condições para os empreendedores se estabelecerem ou iniciarem a atividade”, afirmou o secretário da Semmasdh Dante Souza.
Para os beneficiários que já estão alocados em algum Centro de Comércio Popular, a bolsa-auxílio será concedida pelo prazo de dois meses. Já os beneficiários que ainda estão aguardando sua alocação em algum dos Centros de Comércio Popular, a bolsa-auxílio será concedida até que eles sejam efetivamente alocados, sendo encerrada após o prazo de dois meses, a contar da data da efetiva alocação.
“Agora é uma via de mão dupla. A prefeitura nos ajudou com esse auxílio e o nosso compromisso é abrir as lojas do Shopping T4 e movimentar o espaço”, disse José Assis, presidente do Sindicato dos Camelôs.
A bolsa-auxílio, conforme o projeto original aprovado em 2014, vai ajudar na realização de cursos de capacitação em empreendedorismo, em relações humanas e comerciais. “Essa bolsa chegou em uma hora muito boa, pois ainda enfrentamos dificuldades com os clientes. Vai ajudar bastante”, afirmou o microempreendedor William Souza.
