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Saúde

Pré-natal é essencial para assegurar gravidez saudável e parto seguro

13 de setembro de 2024 Saúde
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Ultrassom permite identificar anomalias no feto (Foto: Andre Borges/Agência Brasil)
Do ATUAL

MANAUS – A tecnologia médica possibilita tratar doenças ainda na gestação. Um dos recursos é o ultrassom morfológico para análise do feto no primeiro trimestre da gravidez. O exame não exige preparo específico da mulher, mas precisa ser feito entre os 3 primeiros meses.

“A ultrassonografia é imprescindível no acompanhamento de uma gravidez e possibilita que possamos identificar e tratar, em alguns casos, doenças que possam surgir. O ultrassom normal vai medir o bebê e ver as alterações mais grosseiras. O ultrassom morfológico é um ultrassom mais detalhado, que avalia o bebê, calcula risco de síndromes e calcula o risco de a mãe ter pré-eclâmpsia, que é a hipertensão arterial específica da gravidez”, explica a médica Marianna Brock, especialista em medicina fetal.

Marianna Brock alerta para as doenças mais comuns no início da gestação. “Uma das doenças mais comuns nessa fase é a anencefalia, que resulta de algumas alterações no sistema nervoso. Há também a possibilidade de algumas alterações de membros, como nas displasias esqueléticas. Alterações no coração também podem acontecer. O mais importante é que, basicamente, em todos os órgãos, há alterações que possam ser identificadas nessa época da gestação”.

A médica também orienta que o exame morfológico possibilita o rastreio para síndromes pela medida da translucência nucal, exame que avalia a quantidade de líquido na nuca do feto no final do primeiro trimestre da gravidez, além da avaliação do osso do nariz e de um vaso chamado ducto venoso, que avalia função cardíaca. Também é possível o rastreio de pré-eclâmpsia pelo Doppler de artérias uterinas”.

“Ainda na barriga da mãe, algumas doenças podem ser tratadas através de cirurgia intrauterina após o diagnóstico como mielomeningocele, que é a forma mais grave de espinha bífida, uma malformação da coluna vertebral ou da medula espinhal. Algumas complicações da gestação gemelar, má formação da hérnia diafragma e válvula de uretra posterior também podem ser tratadas por cirurgia fetal”, acrescenta.

Marianna Brock afirma que ultrassom permite identificar anomalias no feto e tratar antes do parto (Foto: Divulgação)
Marianna Brock afirma que ultrassom permite identificar anomalias no feto e tratar antes do parto (Foto: Divulgação)

Pré-natal

O pré-natal é essencial, pois assegura o desenvolvimento saudável da gestação para um parto com menores riscos para a mãe e para o bebê. “Importante assim que a gestante descubra a gravidez, inicie o pré-natal. Realizar não só ultrassonografia, mas todos os exames necessários no pré-natal. Fazer acompanhamento adequado com obstetra”, orientou Brock.

Marianna Brock alerta para os riscos do não acompanhamento adequado na fase inicial da gravidez. “A mulher perde a oportunidade de rastrear doenças maternas como a pré-eclâmpsia e iniciar tratamento para prevenir a doença. Perde a oportunidade de diagnosticar patologias incompatíveis com a vida, malformações fetais, e perde a oportunidade de tratamento quando há possibilidade. Não há uma receita para evitar a gestação de risco, mas uma vida saudável certamente ajuda a prevenir”.

A OMS registra que 300 mil crianças morrem, em todo mundo, nas primeiras quatro semanas de vida em decorrência da presença de anomalias congênitas.

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Assuntos gestação, Gravidez, Pré-natal, ultrassom, Ultrassonografia
Cleber Oliveira 13 de setembro de 2024
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